Escrever o que me der na real gana, sempre com a máxima parcialidade, sem ter que dar satisfações a ninguém, é o objectivo deste blogue. Não Gostam? Têm bom remédio...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Contas saldadas.

Sporting goleia e atrasa FC Porto na corrida ao título

Não serviu para grande coisa este 3-0, mas deu pelo menos para salvar a face depois dos 5-2 no Dragão. Se fosse numa prova a eliminar, passava o Sporting, pelos golos marcados fora.

A pior consequência deste resultado é ver os benfiquistas eufóricos. E se há coisa que detesto, é contribuir para a felicidade da tribo encarnada.

Acontece, quando se escolhe um figurante para o papel principal.



É certo que o tipo de linguagem utilizada por Nigel Farage é de uma grosseria sem nome, mas no essencial não andou longe da verdade.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Eu sei que parece coisa do Maradona, mas não é.

Deram-lhes uma mão? Agora dêem-lhes um braço inteiro.

Fenprof convoca greve dos professores para dia 4 de Março

5 minutos difíceis de acompanhar pelo constrangimento que causam.



Confesso que tive alguma dificuldade para conseguir ver este espectáculo bizarro até ao fim. Este é um daqueles vídeos que começamos a ver, na expectativa de que os nossos preconceitos se confirmem, e em que acabamos perplexos, por terem sido largamente ultrapassadas as piores expectativas. Se no início a personagem central me inspirava antipatia, à medida que foi decorrendo o filme, fui sentido um progressivo incómodo pelo papel a que se prestou este pobre coitado. No fim, sobrou apenas pena pela figurinha.

Anúncios profundamente sexistas, que deviam ser banidos - 1.



Está na hora de deixarem de nos ver apenas como objectos de desejo. Nós também temos outros atributos, para além de belos corpinhos.

Bebam mas é mais umas "mines" e isso passa seus mariquinhas.

A propósito deste anúncio, apareceram logo umas alminhas a clamar contra a pouca vergonha da mensagem sexista e misógina nele contida. Parece que até já há um grupo no Facebook a decretar uma Fatwa à pobre Stout, a avaliar pelo que aqui li.

Depois de percorrer algumas caixas de comentários de blogues que falaram sobre o assunto, chego à conclusão refrescante (esta saiu a preceito), que são as mulheres quem menos se incomoda com a utilização da imagem duma boazona como objecto de desejo. E fazem muitíssimo bem.

Adenda: é mesmo verdade. Esta gente não não se enxerga.

Pega e embrulha ó Moyes.

 
Na antevisão da eliminatória, o treinador do Everton, David Moyes, afirmou esperar uma tarefa bastante menos complicada do que aquela que tivera que enfrentar  na fase de grupos, aquando da realização dos jogos com o Benfica, dada a diferença de valor, para pior, do Sporting. Pode ser que tenha mudado de opinião.

Frases não tão curtas mas igualmente certeiras.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Nem tudo o que parece, é.


Títulos idiotas ou propositadamente desonestos?


Vai-se ler o artigo, e afinal:


Um bocadinho exagerado o título, não?

Frases curtas e certeiras - 1.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Há coisas que se escrevem, porque sim.

Hoje em dia está na moda acenar com o fantasma da figura tutelar de Cavaco, como se isso constituísse um anátema. Pedro Correia, não faz a coisa por menos, e atribui aos três candidatos à liderança do PSD esse pecado capital, que na sua opinião condicionará o partido enquanto este não se libertar desse fantasma tenebroso.

Para além de achar de uma tremenda ligeireza que se estabeleçam alegadas tutelas com base em colaborações mais ou menos estreitas e prolongadas, gostava que alguém me explicasse a razão pela qual, a maior ou menor proximidade do Presidente da República, torna um candidato a líder do PSD mais ou menos pernicioso.

É que, não basta utilizar lugares comuns, de forma preguiçosa, para produzir teses. Convém esmiuçar um pouco mais.

Mais uma vez, o desperdício de meios.

Governo reúne-se amanhã com KGA para definir plano de promoção do país

Mudar a imagem e convencer os investidores a apostar em Portugal

Mais uma vez, vamos gastar uma fortuna desnecessariamente. Tudo seria muito mais simples, e por certo mais eficaz, se em vez de Mass Marketing a opção fosse pelo Direct Marketing. Em vez dos mega investimentos em meios para a divulgação da "boa imagem do país", convidava-se um grupo restrito de pessoas e instituições, tais como: Standard& Poor's, Moodys, Fitch, juntava-se-lhes um grupo de jornalistas do Finantial Times e Wall Street Journal, mais uns tantos opinion makers. Organizavam-se uns belos passeios pela Quinta do Lago (com direito a umas partidas de golfe), umas jantaradas no Vila Joya, Pap'Açorda, Tavares e Eleven, um pézinho de dança no Lux, e quando já estivessem todos convencidos dos encantos do país, entravam em cena Sócrates, Teixeira dos Santos e António Mendonça, que fariam o resto do trabalho.

Pelo menos, enquanto andassem distraídos, não nos fustigavam com as suas avaliações da nossa dívida soberana.

Tanta generosidade, só pode ter como justificação, o facto de o Joe ser madeirense.


Joe Berardo vai doar 5% das vendas do 'Serras de Azeitão' até Junho

Está um mãos largas o Joe. E eu que, tão injustamente, cheguei a colocar em causa a sua saúde financeira, há uns dias atrás a propósito da sua generosa oferta para comprar a golden share na PT.

Mas espera, deixa lá ler a notícia toda:

A Bacalhôa vai doar cinco por cento das vendas líquidas dos vinhos 'Serras de Azeitão' que forem vendidos na Madeira até ao final de Junho para o Fundo de Calamidades para o Auxílio às Vitimas do Temporal da Madeira

Ah! Bom, assim faz mais sentido: só os que forem vendidos na Madeira. Mesmo assim, devemos estar a falar de uma fortuna. Agora, 5% das vendas totais líquidas do "Serras de Azeitão", parecia-me uma excessiva e despudorada exibição pública de filantropia.

Se tivermos em conta que o prêço médio de cada garrafa é de 2,5€ (P.V.P.), por cada rolha sacada na madeira, o território irá receber 12,5 cêntimos. Vamos imaginar que esta campanha torna o vinho um bestseller, chegando ao ponto de vender 2500 unidades até fim de Junho. Teremos então, a bonita soma 312,50€. Ok, ainda temos que descontar impostos, mas mesmo assim não é nada mau.

Já vi campanhas mais dissuasoras.

 

Una campaña antitabaco que muestra a adolescentes en una posición que sugiere una felación con un cigarrillo ha causado la polémica en Francia

Via Mar Salgado.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

E que tal recorrer ao GPS ou ao Google Maps?

Frases cabotinas* - 1.

Jorge Jesus: “Estamos cansados mas é de ganhar muitas vezes”

Por mim, não achava nada má ideia o Benfica retomar os hábitos do seu passado recente, como forma de aliviar o cansaço.

*Desconfio que nesta série que vou inaugurar, de frases cabotinas, Jorge Jesus irá ter um lugar de destaque. É um palpite. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Gorjão e Abrantes em despique cerrado.

Dou por mim a ler os posts do Paulo Gorjão, e não sei porquê, lembro-me sempre da firma Abrantes e Cia. Ou talvez até haja alguma razão. Atente-se nas semelhanças temáticas, ou mais propriamente na obsessão comum:

Gorjão 1, Gorjão 2, Gorjão 3, Gorjão 4. A lista poderia continuar, mas seria fastidiosa.

Abrantes & Cia 1, Abrantes & Cia 2, Abrantes & Cia 3.

No fundo, Paulo Gorjão e os Abrantes não parecem ter da política uma visão tão diferente, que os leve a escrever coisas muito diferentes. Podem estar em campos ideológicos diferentes, mas os métodos e as tácticas, são em tudo semelhantes. 

Aliás, é neste estilo mesquinho que Paulo Gorjão mais tem revelado o seu talento, já que quando tem que discorrer sobre assuntos mais sérios, não se ficando pela rama dos mexericos, escreve normalmente umas patetices, como bem lhe pode explicar este post.

Que continue a fazer o papel de inquisidor-mor do "passado" de Rangel, são os meus votos. É um papel que parece assentar-lhe que nem uma luva, e evita escrever coisas sem grande nexo.

Passe a imodéstia, claro.

Excerto da carta de demissão de Soares Carneiro, ex-Administrador da PT.

Nada como uma catástrofe para os abutres poderem brindar.

Poucas coisas me repugnam mais do que a falta de contenção evidenciada nestes dias depois do que aconteceu na Madeira, por alguns arautos da desgraça, que cavalgando na tragédia alheia, aproveitam para repetir ad nauseam a frase "eu já tinha avisado".

Seria bom que estes miseráveis tivessem em conta que no espaço de uma hora e meia, choveu o mesmo que chove normalmente num mês de precipitação média no território da Madeira. Ou, dito de outra forma, houve uma precipitação 480 vezes superior à média de precipitação registada para o mesmo espaço de tempo. É assim tão difícil perceber, que para além dos desmandos urbanísticos, que certamente contribuíram para agravar a tragédia, houve uma coisa que se chama NATUREZA, que desta vez actuou de forma brutal e impiedosa?

Para estes pseudo especialistas em urbanismo e uma série de outros ismos, só me ocorre um conselho: resumam-se à vossa insignificância, e pelo menos aprendam a ter respeito por algumas coisas. A dor, por exemplo.

Os benfiquistas este ano festejam muitas goleadas.


Pode ser que no final do campeonato, estes festejos venham a ser sentidos como manifestamente precipitados. Teria a sua graça.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Música para os ouvidos de Bettencourt Picanço e Ana Avoila.

 Em mais uma entrevista, Pedro Passos Coelho vai mostrando ao que vem. Para além dos costumeiros lugares comuns, que poderiam ser debitados por qualquer cidadão minimamente informado,  ou por um aluno do primeiro ano de Economia, quando tem que falar sobre assuntos/medidas sensíveis e que implicam a perda de popularidade junto de franjas significativas do eleitorado, pela dureza que lhes está subjacente, vem à tona a sua veia demagógica,  para não lhe chamar outra coisa.

Passos Coelho sabe (espera-se) que as despesas com pessoal na função pública, correspondem à fatia de leão na despesa primária do estado, e que esta é de longe a que maior contributo tem  para o desequilíbrio das contas públicas. Ao sugerir a "injustiça" no congelamento de salários dos funcionários públicos, está a assumir que não subscreve este caminho, entre outros. Das duas uma, ou Passos Coelho não acredita no que diz, ou acredita. Qualquer uma das alternativas não abona muito a seu favor, e apenas contribui para minar o caminho de quem vai ter tomar medidas duríssimas nos tempos que se avizinham.

Ler entrevista na totalidade aqui.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Grandes vencedores dos Brit Awards - 2.



A lembrar Stone Roses, espera-se que durem um pouco mais. Do melhor que se faz actualmente em Inglaterra.

Grandes vencedores dos Brit Awards - 1.


Uma espécie de Madonna dos tempos que correm. Foi a grande vencedora da noite: Melhor Artista Feminina Internacional, Melhor Álbum Internacional e Prémio Revelação Internacional.

O antigo capitão do Sporting também vai ser ouvido?

Manuel Fernandes e Mário Crespo falam hoje no Parlamento


Ah, espera lá, parece que não. O tal Manuel Fernandes, é afinal o antigo director do Público, José Manuel Fernandes. Para a jornalista Catarina Madeira, tanto faz. Já agora, José Fernandes não era mal pensado. Pelo menos evitava que eu pensasse que o "Grande Manel de Sarilhos Pequenos", andava metido nestes sarilhos grandes.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Daqui só podiam sair coisas boas.

Peter Gabriel resolveu fazer uma coisa que nunca tinha feito até agora: um disco inteiramente de covers a que deu o nome de Scratch my Back. Entre outros, nomes como David Bowie (Heroes), Paul Simon (The Boy in the Bubble), Talking Heads (Listening Wind), Lou Reed (The Power of the Heart), Arcade Fire (My Body is a Cage) e Radiohead (Street Spirit), são revisitados por Gabriel. Vale a pena ouvir a marca deixada pelo ex-mago dos Genesis.

Deixo para já dois dos temas do álbum, de duas das minhas bandas favoritas. Junto de cada uma das versões, ficam também os originais.







Ele já tinha avisado que a competência não era um dos principais atributos para a escolha.

Vítor Constâncio eleito vice-presidente do BCE

Eu também estou disponível.

Joe Berardo disponível para comprar ‘golden share’ do Estado na PT 

Se em vez de emprestarem a massa ao Joe, me emprestarem a mim, eu prometo que avanço. E desconfio que tenho à partida uma vantagem: devo estar em melhores condições financeiras do que ele.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sobre o sindicalismo português, fala quem sabe.

Com a Crise Económica que Sindicalismo? 
Por Antonio Chora
"Hoje, vemos que apesar de passarem mais de 4 meses sobre o começo da crise, os sindicalistas continuam a escudar-se na salvaguarda de postos de trabalho (lindas palavras), sem contribuírem com soluções, continuam a utilizar a bandeira do combate pós-despedimento, em vez de apresentarem propostas para manter o emprego, e quando outros optam pela defesa do emprego, acusam-nos de cedência."
 ...
No país vizinho, tal como em muitos outros na Europa, os sindicalistas preocuparam-se também com as questões de cariz social, criando cooperativas de habitação, creches, lares da 3ª. Idade, apostando na formação e nos mais variados apoios sociais.
Hoje, confrontados com a crise, os seus filiados tem mais direitos, mais apoios e nem todos são da responsabilidade dos Governos.

Em Portugal não vemos esta actividade, essencialmente porque os sindicatos se desviaram dos seus primórdios fundadores (o mutualismo) e se transformaram na maioria dos casos em apêndices dos partidos políticos, calendarizando as suas lutas e ou submissões, conforme os interesses destes.

O mundo mudou, as indústrias mudaram, e os Sindicatos têm que mudar. Foi assim em boa parte do mundo, mas em Portugal, no sindicalismo, como nas associações patronais, ficámos agarrados ao passado.

O Patronato manteve-se o mais retrógrado de toda a Europa, os Sindicatos os mais marcados ideologicamente pelo sistema sindical que implodiu com o dito socialismo real do Leste.

Os Sindicatos desculpam-se e dizem que se adaptar é ceder, então mais vale continuar retrógrado.
Mas o problema não é esse, o problema é encarar de frente os novos sistemas de trabalho, a flexibilidade, as novas polivalências, as novas profissões, os novos horários de trabalho respeitando as cargas de trabalho, no principio de que deve ser o trabalho a adaptar-se ao homem e não o contrário."

Ler artigo completo aqui.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tanto barulho por quase nada, ou manual prático de encher chouriços.

Lida de fio a pavio a edição impressa do Sol de hoje, tenho dificuldade em perceber todo o estardalhaço que se fez à volta da sua publicação, com todas as peripécias conhecidas. Nada do que é hoje publicado acrescenta algo ao que já tinha sido denunciado na edição da semana passada, excepção feita ao relato das escutas entre Armando Vara e Joaquim Oliveira, em que este tranquiliza o amigo revelando-lhe que já dera instruções a João Marcelino para que o DN não levantasse grandes ondas a propósito do negócio da TVI.

Feito o balanço de todo este enredo, duas conclusões:

1ª Rui Pedro Soares só pode ser mesmo um "bói de muito fraquinho discernimento", para provocar toda esta algazarra, quando o que estava em causa era quase zero;

2ª A campanha de marketing do Sol seria óptima, se sustentada num produto capaz de satisfazer as expectativas de quem foi no "engodo". Não foi o caso, e por isso, se hoje esgotou a edição da manhã num ápice, pode ter sido um bom balão de oxigénio para equilibrar as contas da casa, mas desconfio que não tenha passado disso mesmo.


Eu consegui um exemplar, e estou disposto a vendê-lo a Rui Pedro Soares. É tudo uma questão de números.

Se alguém me dissesse que um dia ainda me veria a aplaudir Ana Gomes, eu rir-me-ia. Pois, faria mal.

                                           
Boys will be... bóis

"Eu não sei quem é esse tal Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado, a ganhar escandalosamente mais num ano do que o meu marido ganhou em toda a vida, ao longo de 40 anos como servidor do Estado nos mais altos escalões.
Socialista encartado, dizem. Será, nunca dei por ele, que eu saiba nunca sequer me cruzei com ele.
Fraquinho no descernimento é, de certeza. Porque se não quis encalacrar os socialistas, foi exactamente isso que logrou ao accionar uma providencia cautelar para impedir a saida do jornal SOL com mais escutas das suas ruminações telefonicas, justamente numa semana em que os socialistas procuraram desmentir quem clamava contra a falta de liberdade da imprensa.
E se investiu para abafar o jornal, a criatura tambem não percebeu que, ao contrário, projectava ainda mais longe a radiação solar.
Com bóis destes, para que servem ao PS os boys?"
Ana Gomes no Causa Nossa.

O polvo unido acabará por ser vencido.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Estive lá.

Foi pena foi ter estado tão pouco acompanhado. Para a próxima, seria bom que alguns bloggers largassem um bocadinho os teclados e dessem corda aos sapatos. É que isto de assinar petições e anunciar a "festa", mas depois ter falta de comparência, é assim a modos que chato.

Bons sinais para Paulo Rangel - II.

A "coisa" deu uma entrevista à TSF hoje de manhã, a propósito das directas no PSD. Como é evidente fartou-se de "veguegastar" em Paulo "Gangel" e Manuela "Fegueiga" Leite.

Entre outros mimos, referiu-se ao círculo de pessoas próximas de Ferreira Leite, como sendo um "guegupelho". Só à 3ª audição da entrevista percebi que queria dizer "grupelho".

Olha! Que surpresa!

Sócrates proibiu negócio depois de saber que não se realizaria

Troféus eleitorais.

Paulo Gorjão, sobre Paulo Rangel:

"É o candidato, vale a pena lembrar, comprometido até à medula com os 29,1% obtidos nas eleições legislativas de 2009. Querem maior continuidade?"

Pois claro, que importância tem a vitória nas eleições para o Parlamento Europeu, quando comparada com o honroso lugar de vereador na Câmara Municipal da Amadora, conquistado por Passos Coelho, quando concorreu a presidência da câmara?

Às vezes, era melhor não escrever sobre troféus eleitorais, não é verdade Paulo Gorjão?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Bons sinais para Paulo Rangel.

Quando o Arrastão e os Abrantes & Cia se põem de acordo, não deixa de ser prometedor para quem está do outro lado da barricada. Sobretudo quando vão buscar a inspiração à claque dos Super Coelhos.

Receita infalível para combater o défice sem dor, por João Semedo.

Na TVI 24, no programa Diário da Noite acabo de ouvir o deputado João Semedo do BE dizer isto, e cito de cor: 

- Há muitas maneiras de resolver o problema do défice. Uma delas, é nas negociações do P.E.C. em Bruxelas, conseguir que algumas despesas, deixem de ser contabilizadas como tal. 

Gostava muito de ser amigo do deputado João Semedo, para lhe poder dizer mais ou menos isto:

- Ó João, podes emprestar-me algum guito? E já agora, se não for pedir muito, podemos esquecer isso depois? Obrigadinho pá!


Um pulha é um pulha, um vintém é um vintém.

Por não ser a primeira vez que acontece, e por desta vez ter ultrapassado todos os limites da decência no que diz respeito à capacidade de usar um blogue colectivo como plataforma de promoção pessoal, revelando uma total ausência de escrúpulos na manipulação das caixas de comentários aos seus posts, resolvi escrever sobre o assunto.

No Blasfémias, desde há algum tempo a esta parte, tenho assistido a uma cruzada empreendida pelo senhor Carlos Abreu Amorim (CAA) no sentido de promover o seu candidato, Pedro Passos Coelho, a líder do PSD. Para o senhor CAA, todos os meios parecem ser legítimos para atingir os seus fins, mesmo que isso inclua o insulto mais ou menos velado a outros potenciais candidatos ou líderes em exercício, bem como a utilização do Blasfémias como meio de propaganda à sua causa. Até aqui, nada de novo. A novidade está na nova modalidade de manipulação da caixa de comentários. 

Depois de ver este post, resolvi comentá-lo, desta forma:

- Pronto, tanto esmero e trabalhinho, e afinal de contas não vai servir para nada, não é CAA? Não se preocupe demasiado. O Passos Coelho ainda é jovem e tem tempo para cumprir o seu sonho de menino.

O que é que aconteceu? Pois bem, o comentário foi apagado. Nada de novo até aqui, mais uma vez. A novidade está na nova forma de gerir a caixa de comentários. E qual é essa novidade? O autor do post, censura de forma selectiva os comentários que lhe são mais embaraçosos, mas não insultuosos e devidamente assinados, permitindo em seguida comentários insultuosos de anónimos, dando assim a falsa ideia de que ali a liberdade nos comentários é ampla. Ao mesmo tempo, deixa passar a ideia de que é uma vítima do insulto, e que muitos daqueles que o questionam, se socorrem do anonimato e do insulto para o fazerem.

Pois então fica o CAA desde já a saber: eu, João Costa, considero-o um chico-esperto e um pulha. Como vê, nem só os anónimos o insultam.

Nota: a fotografia que ilustra este post, foi escolhida depois de procurar a imagem que menos desfavorecesse o personagem em questão,  para não vir a ser acusado de escolher algo demasiado caricatural. Foi portanto, a melhor que se arranjou.

Adenda: depois de postar a referida fotografia , pude verificar umas horas depois, que a respectiva url tinha sido eliminada. Como a web é um enorme arquivo, não foi difícil encontrar a mesma imagem com outra url.

À partida, parece ser uma boa notícia.

Paulo Rangel é candidato ao PSD


 
Ou muito me engano ou Passos Coelho vai ter que esperar mais algum tempo para cumprir o sonho de menino, embora a luta prometa ser renhida. Aguiar Branco, não conta.

Agir em conformidade.

Excerto da entrevista de José António Saraiva, publicada hoje no i:

"Category Killer" killed.

Blockbuster pede insolvência e lança alarme sobre o negócio dos clubes de vídeo 

 
Não deixa de ser irónico, que um Category Killer como a Blockbuster esteja em vias de fechar as portas. Depois de ter arrasado a concorrência nos anos 90, sobretudo pequenos clubes de vídeo, é a vez do gigante sofrer na pele as consequências da lei da oferta e da procura. Este encerramento pode deixar alguns nostálgicos, que como eu, apreciavam o ritual de se deslocar a um clube de vídeo e fazer as suas escolhas nos escaparates, mas esse não é o mercado dos gigantes. É mau que a Blockbuster desapareça? Não, não é. É o mercado a funcionar, e neste caso, a sentenciar negócios obsoletos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uma dúvida que persegue há já algum tempo.

Este tipo é acéfalo ou apenas teimoso?

A nossa liberdade é melhor que a vossa.

Por isso recusamo-nos a participar em manifestações promovidas por reaccionários ou social-fascistas.

A sério? Nunca tal me tinha ocorrido.


Arbitragens vão decidir o título



Há pouca confiança na arbitragem portuguesa, ao ponto de serem mais os adeptos que pensam que o título vai ser decidido pelos árbitros do que por mérito das equipas. Dos inquiridos, 31,3% são de opinião que a classificação final do campeonato, rico em casos polémicos, será influenciada pelos homens do apito. As arbitragens estão quase tão malvistas como os túneis dos estádios, onde esta época se têm passado alguns episódios nada dignos, como aconteceu na Luz, no último jogo entre Benfica e FC Porto. Para 26,3 % dos entrevistados, o título vai ser decidido nos túneis. O futebol, a qualidade desportiva das equipas, só terá influência na conquista do campeonato para 25,7%.

O texto, diz respeito a uma notícia publicada hoje no DN. A fotografia, pode ser a antevisão de uma capa da Bola, algures em Maio, ou até antes, dependendo do esmero do Conselho de Arbitragem da Liga .

O exemplo na promoção de políticas de emprego deve vir de cima.

Nomeações de Sócrates já acima de Durão e Santana


Neste particular, ninguém poderá acusar Sócrates de falta de zelo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Querem saber quem é o João Magalhães do Câmara Corportavia?

 Perguntem à Pfizer.

"Eu recebo "mais de dez" mails por dia a tentar impingir-me Viagra."
posted by João Magalhães @ 8.2.10

Eu sei que não é bonito, logo agora que tanto se tem falado em "bufaria", mas neste caso, foi o próprio autor do post que deixou a pista, revelando pormenores da sua intimidade, e isto sim, era escusado.

As voltas que o "jogo" dá!

Quem diria, há uns meses atrás, que este post poderia um dia vir a ser publicado neste blogue? Com tropelias deste calibre, a sangria desatada vivida naquela casa a semana passada, vai certamente prosseguir. Ou muito me engano, ou ainda vão ter que mudar o nome ao Blogue. Arrisco algo parecido com: "O Fim do Jogo".

Todos pela liberdade.

Petição aqui. É fácil e rápida a subscrição online.

O país segue dentro de momentos.

Como muito bem lembra o Rodrigo Adão da Fonseca aqui, a avaliar pelo que se lê por estas bandas, o país encontra-se temporariamente fora de serviço. Bem sei que o assunto mais importante com que a pátria teve de se confrontar nos últimos tempos, já foi parcialmente resolvido, mas não custava nada comentar também os últimos fait-divers.

Tal como nas maratonas, o que importa é participar.

Há gente que não se enxerga mesmo. Depois de Manuela Ferreira Leite e Pacheco Pereira , entre outros, andarem a pregar isto até à exaustão, o sempre clarividente e um dos ideólogos-mor do Passos Coelhismo, Carlos Abreu Amorim, vem sugerir no seu Albergue que já nos tinha avisado. O que seria de nós sem pessoas como o Carlos Abreu Amorim?

Pronto, é agora que o homem cai.

Associação de Municípios Portugueses pede demissão de Joaquín Almunia 

O secretário-geral da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) pede, em carta enviada a Bruxelas, a demissão de Joaquín Almunia pela apreciação feita recentemente pelo comissário europeu sobre o estado da economia portuguesa.

Na carta, endereçada a Bruxelas na passada sexta feira e a que a agência Lusa teve acesso, Artur Trindade refere que as declarações "irresponsáveis e inadmissíveis" de Almunia "estão a afetar" Portugal e os portugueses e "contrariam, em absoluto, os grandes propósitos em que se funda a existência da Comissão Europeia: construir uma Europa una e socialmente equitativa".

A propósito: quem é o senhor Artur Trindade? 

 Nota: a formatação do texto, tal como aparece, não é da minha responsabilidade. Por razões que desconheço, não consigo uniformizá-lo.

Lá estarei.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Plagiar títulos de colunas e de programas é de mau tom para toda a gente? Antes pelo contrário.

Pelos vistos, já se pode surripiar nomes de programas para dá-los a colunas de opinião, sem que isso seja considerado, no mínimo, deselegante.

E como lembra o Filipe Nunes Vicente, "Antes Pelo Contrário" era, se bem me lembro, o título de uma coluna assinada por Paulo Portas no Independente.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Os dias de acalmia na Bolsa de Lisboa estão quase a chegar.

Depois disto, a minha previsão é a de que amanhã e depois os mercados vão acalmar. Arrisco mesmo um palpite: os próximos dois dias serão os que trarão melhores resultados aos investidores.

Para a semana haverá novidades no Youtube?

Azar ao jogo...

José Cid elogia: “Daria uma excelente primeira-dama"

Ao que parece, nem tudo vai piorar na vida do nosso "querido líder" em 2010.
 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ainda bem que a Venezuela tem uma Bolsa.



Podem ter perdido a Red Bull Air Race...

Mas em compensação irão ter a Diana Ramos num espectáculo muito mais interactivo. Para quem não saiba do que se trata, aqui fica um excerto de uma entrevista dada pela "actriz" ao Correio da Manhã.






O que nos vale, são pessoas como o Daniel Oliveira, para nos chamar à antenção para assuntos importantes de que ninguém fala.




Quando se passa de cronista semanal a cronista diário, há que puxar pela imaginação e escrever umas coisas assim, mesmo que isso obrigue a esquecer um pouco aquilo que se escreveu umas horas antes, como aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui. De facto foram apenas 5 posts dedicados a minudências num espaço de pouco mais de 24 horas.

Post completo aqui.

Os sublinhados são meus.

Era bom que os investidores dessem ouvidos a Teixeira dos Santos.


Todas as bolsas apresentavam quedas, mas a de Lisboa era de longe a maior. Seguiam-se Madrid, onde o IBEX 30 caía 2,35 por cento, e Atenas, com o Athens General a perder 1,49 por cento.

Esta mania que os investidores têm de dar ouvidos ao que dizem as agências de notação financeira e a instituições "pessimistas" como o FMI, não me parece nada bem.

Se Teixiera do Santos o diz, fico muito mais descansado.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Estou quase tão surpreendido como o Vitor Constâncio.



Nisto também se incluem os robalos acumulados no congelador?

PS quer tornar públicos os rendimentos de todos os contribuintes 

É tudo uma questão de cheques.

Para a firma Abrantes & Cia, tudo tem um preço, incluindo a opinião. A malta já sabia disso, mas eles não se cansam de nos recordar:

José Mário Branco no TOP Mais?


Depois destas recomendações, desconfio que a EMI - Valentim de Carvalho não vai ter mãos  a medir para satisfazer a procura:


Faça-se isso já, que ainda estamos em início de legislatura.

 Vítor Constâncio defende aumento dos impostos indirectos, como o IVA

Depois, um ano antes das eleições, desce-se um ponto a taxa de IVA, e aumenta-se em termos reais os salários da Função Pública. Uma vez que nada disto foi feito até hoje, é uma questão de tentar. Pode ser que resulte, digo eu.

Podiam ter deixado passar mais alguns dias...

É que assim, dá muita bandeira.


Além dos treinos com bola, os jogadores do Braga deviam começar a ter umas aulas com o Sá Pinto.

Resumindo: uma agressão tentada, dá 3 meses de suspensão. Uma agressão consumada, apenas 2 jogos. Daqui pode inferir-se que um agressor incompetente, por não conseguir fazer o servicinho até ao fim, deve ser duplamente punido. Está certo, para a próxima que treine melhor antes de tentar socar algum adversário.
Já o Mossoró, leva com 3 jogos porque tem a atenuante de ter consumado de forma continuada a agressão, e quer-me parecer que se tivesse ido para Setúbal, como o Ney, era bem capaz de ser absolvido.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pinto e Castro, ou o intruja, manipulador e cobardolas.

Depois de ver a careca descoberta e só depois de ser socorrido por um dos amigos abrantinos, o socretino Pinto e Castro, lá resolveu, passadas mais de 12 horas, publicar o meu comentário, onde aproveita para me insultar. Insultos vindos dali, só me podem deixar lisonjeado.

Aquilo que o cobardolas e aspirante a manipulador de factos fez, é bem revelador do carácter sabujo que habita naquela cabecinha: só aprovou o meu comentário, depois de em algumas caixas de comentários noutros blogues, e num post mais abaixo, eu ter feito referência à censura do referido comentário, doze horas depois de ele ter sido enviado para a respectiva caixa de comentários. Ao longo do dia, fui várias vezes verificar se lá estava o meu comentário, e nada. Apenas um, assinado pelo Sr Jorge, lá estava. Estranhamente, ou não, agora aparecem mais nove , sendo o meu o primeiro. Significa isto, que o escriba  e humorista genial que dá pelo nome de João Pinto e Castro, reteve o meu comentário por mais de doze horas, e só o publicou depois do precioso auxílio do amigo Abrantes.

Se alguma dúvida pudesse eu ter quanto à desfaçatez desta gente, ficaria elucidado com estas "calhandrices".

Para que conste, deixo aqui o segundo comentário que entretanto escrevi no referido post:

Além de intruja, ainda é cobardolas e manipulador. Depois de reter o meu comentário por mais de 12 horas, resolve agora publicá-lo depois do amigo Abrantes sair em sua defesa. Sim antes disso, resolveu publicar um comentário assinado pelo Sr. Jorge às 12:56. Agora, surpreendentemente, aparece o meu comentário em primeiro lugar.


Tenha vergonha na cara, e assuma a cagada que fez. No fundo, não é uma cagada muito maior do que aquilo que aqui costuma verter, só que desta vez foi desmacarado, e à falta de melhores argumentos, socorre-se da ironia.


Agora, pode reter ou censurar este comentário.

O génio humorístico dos Abrantes na interpretação de "calhandrices".

Relativamente ao post aqui de baixo, segundo um dos Abrantes, aquilo é humor do mais fino recorte, que só um idiota não percebe. Um génio este Abrantes. O homem (?), não faz a coisa por menos, e na sua caixa de comentários resolve dar um pinote e fazer a defesa do seu correlegionário Jugular, defesa essa que nem o próprio se lembrou ainda de fazer, tendo censurado o comentário que lá deixei ontem à noite.

Foi, apesar de tudo, uma reacção lenta. Entre a publicação do meu comentário na sua chafarica e a resposta que me preparou, passaram 3 horas e 24 minutos. Digamos que o homem tem um sentido de humor sofisticadíssimo, mas ao mesmo tempo, só se faz luz naquele cérebro algumas horas depois de alguém lhe contar uma piada.

Correcção: por lapso, escrevi 3 horas e 24 minutos, quando na verdade foi de 1 hora e 39 minutos o lapso de tempo entre a publicação do meu comentário e a resposta Abrantina.

Com serventes destes, Sócrates não se safa.

A propósito do episódio Mário Crespo, deparei com esta pérola no Jugular:



A fotografia é esta:
Azar dos azares: ao contrário do que o autor do post (João Pinto e Castro) pretende sugerir, esta fotografia ilustra uma intervenção do Primeiro Ministro num almoço do Seminário Diplomático no passado dia 4 de Janeiro, e não um qualquer almoço realizado no dia da apresentação do Orçamento Geral do Estado.

Um pormenor enternecedor que o escriba do post deixa escapar é o advérbio "felizmente". Pois é, mas lamento informa-lo que não é com trabalhos rasteirinhos como este que vai lá. Para a próxima, não acredite em todas as fotografias que lhe mandarem por mail, garantindo-lhe um furo jornalístico ou títulos de posts bombásticos. Às vezes, dá algum trabalho pesquisar melhor e aferir a veracidade do que nos sopram ao ouvido, mas no fim vai ver que compensa.

Já agora, aqui fica o link da foto oficial.

Adenda: como era de prever, a central de propaganda do governo já subscreveu a trapaça, aqui. De prever também, seria a censura ao comentário deixado ontem no Jugular. Enfim, métodos...


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A ecologia do pântano, por João César das Neves.


Eu só acrescentaria: pode ser que o "líder" que nos indique o rumo, não seja nem português, nem uma pessoa.  Talvez seja um país, como a Alemanha, que de tão farta de levar com os salpicos do pântano, para o qual não contribuiu, se veja obrigada a indicar-nos o caminho.

Para ler o artigo completo, basta clicar em qualquer dos links acima.

Os sublinhados são meus.

E Maria João Avillez fica desde já avisada.

Depois de Mário Crespo, o aviso fica feito. E cuidado, que os avisos destes senhores, são para levar a sério.

Mário Crespo estava mesmo a pedi-las...Ai estava estava.

O Fim da Linha

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Depois disto e disto, de que é que o Mário Crespo estava à espera?
 
Adenda: Mário Crespo e a sua versão dos acontecimentos, e uma nota da Direcção do JN: