Escrever o que me der na real gana, sempre com a máxima parcialidade, sem ter que dar satisfações a ninguém, é o objectivo deste blogue. Não Gostam? Têm bom remédio...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Uma síntese perfeita do que foi o ano de 2010.

Uma boa merda, segundo João Gonçalves. Assino por baixo. Já agora um prognóstico para 2010: vai ser ainda pior.

Retrato perfeito de Sócrates.

Ler aqui.

Sempre suspeitei que isto era verdade:

Infidelidade masculina ajuda a salvar casamento

 Explicar a nobre intenção da facadinha a quem a leva é que pode não ser tarefa fácil. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Imagens fortes de uma década - 3.


Captada no mesmo ano das fotografias anteriores, faz também parte da escolha da Reuters. Achei que fazia sentido colocá-la aqui. Não deixa de representar também uma certa forma de horror.

Imagens fortes de uma década - 2.


Da autoria do fotógrafo Andrea Comas em 2005, três homens no Centro de Dentenção de Melilla (sul de Espanha), aguardam a remota possibilidade de se tornarem imigrantes no continetente europeu. O pormenor do homem de gravata não deixa de impressionar, quer pelo simbolismo que encerra, quer pelo paradoxo que representa no meio daquele cenário desolador.

Imagens fortes de uma década - 1



De todas as imagens que vi aqui, esta foi aquela que mais me impressionou. Foi World Press Foto of The Year 2005, e foi captada pelo fotógrafo Finbarr O'Reilly da Agência Reuters, em serviço no Niger. É daquelas imagens que dispensam comentários.


Obs: descobri esta compilação de fotografias da Reuters, através d' O Cachimbo de Magritte. Obrigado, Jorge.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Olha...! Que surpresa!

João Miguel Tavares cessa hoje a sua colaboração como colunista no DN:

Penso, logo acho (o meu adeus ao DN)

Eu comecei a escrever uma coluna no DN em Julho de 2003, e desde então tenho distribuído todas as semanas as minhas opiniões pelas páginas deste jornal - ou, como diria Marques Lopes, "achei" sobre tudo e mais alguma coisa. Tive como directores Mário Bettencourt Resendes, Fernando Lima, Miguel Coutinho, António José Teixeira e João Marcelino, e nenhum deles jamais fez qualquer observação sobre aquilo que escrevi. Nesse aspecto, o DN sempre foi, para mim, um espaço exemplar de liberdade. Não sou dado a nostalgias, mas no momento em que, ao fim de seis anos e meio, termina a minha colaboração com este jornal, gostava que isso ficasse bem claro. Sou um privilegiado num país em que muitos não têm a mesma sorte do que eu. A liberdade não se agradece. Terem-me lido, sim. Muito obrigado."

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um exemplo de discrição e sobriedade.

Casamento gay no Lux. "Não estou feliz, eu sou feliz"


Nota 1: para ler o artigo completo clique nos links de cima.
Nota 2: o sublinhado é meu.

A preocupação com a discrição e reserva foi tanta, que se limitaram a anunciar a cerimónia num meio muito restrito.

Já agora, só um aparte: um dos nubentes, Ricardo Mealha, é apresentado como "o mais cotado designer gráfico português". Olha! E eu que pensava que esse campeonato não existia, mas a existir, seria liderado pelo Henrique Cayatte.

Um Feliz Natal para todos!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Obrigatório para Gabrielianos, e Genesianos em geral.

Belo post do João Távora no seu Corta-Fitas.

Para os idiotas úteis e outros "serventuários do poder".

Ainda a propósito dos "Mártires de Opinião"...

João Miguel Tavares, escreve hoje na sua crónica habitual no DN:

O barrete de Pedro Marques Lopes 

"Há dez dias, Pedro Marques Lopes escreveu um texto no DN intitulado "Mártires da opinião" onde se atirava àqueles que nos jornais, rádios e televisões advogam para si uma espécie de "princípio da inimputabilidade" - gente, no seu entender, que se permite dizer tudo o que vem às suas desmioladas cabeças e "acusar qualquer cidadão dos mais terríveis e sórdidos crimes" sem se preocupar com a consequência das palavras ou em fazer prova das suas afirmações.
O artigo estava elaborado naquele tom toca e foge que Marques Lopes parece apreciar, e que consiste em não apontar o dedo directamente a ninguém mas deixar pistas suficientes para os visados poderem enfiar o clássico "barrete". Pedro Lomba enfiou (seria uma extraordinária coincidência que a frase "E ai do director que resolva prescindir dos meus serviços. De certeza absoluta que foi por eu ter ameaçado os poderes estabelecidos" fosse dirigida a outra pessoa). E eu também enfio, porque sempre é preferível enfiarmos os nossos próprios barretes do que andar a enfiá-los aos outros. Se não se importam, fico com aquela parte em que Marques Lopes fala do trafulha que insulta para sair da "obscuridade" e fazer crescer a "cotação no mercado dos media". É um dos meus excertos favoritos.
Eu poderia desaconselhar o seriíssimo colunista de usar a estratégia da enguia (aqui uma descargazinha eléctrica, ali uma escapadela por entre as mãos), mas Pedro Marques Lopes não vai com certeza mudar a sua natureza, nem eu pretendo modificar a minha. Aliás, há gente que muito prezo - como Fernanda Câncio - que já saiu em sua defesa e que acha sinceramente que anda por aí muito excesso jornalístico e opinativo. Só que eu, excessivo como sou, olho à minha volta e aquilo que continuo a ver - será dos óculos? - é uma sociedade amedrontada. A sociedade do velho "respeitinho", do "olha que vais arranjar chatices", moldada ao longo de décadas de ditadura.
Por baixo de toda aquela prosa, Marques Lopes está apenas a dizer uma coisa: José Sócrates tem sido violenta e injustamente atacado por um bando de colunistas desvairados. Não quero estar a voltar à vaca fria nem a sublinhar o quanto o primeiro-ministro - e as mais altas instâncias da Justiça, já agora - tem falhado nos seus deveres de justificação e transparência. Mas alguém olhar para este país, onde um funcionário público para falar com um jornalista precisa da autorização do chefe, onde um telejornal é silenciado, onde a parede que deveria separar a magistratura do Governo tem mais buracos do que um queijo suíço, e dizer "hum, há por aí uns tipos com umas opiniões muito irresponsáveis", não é só uma parvoíce. É o que explica em boa parte a mediocridade política e moral em que vivemos."

Relembre-se que JMT foi alvo de um processo judicial, movido por Sócrates, por alegada difamação, processo esse arquivado por ordem do Ministério Público, considerando que se tratava de  "uma manifestação legítima de uma opinião".

domingo, 20 de dezembro de 2009

15% de desemprego em 2010?

Desemprego pode subir até aos 15% em 2010 

Aumente-se o valor do salário mínimo para 600 euros. Pode ser que assim consigamos ultrapassar os 20% de taxa de desemprego e começar a convergir com Espanha, onde o salário mínimo em 2009 já foi de 624 euros. Para além da convergência com nuestros hermanos, sempre há uma vantagem: aqueles que conseguirem ter trabalho, pelo menos passam a ganhar benzinho.

De acordo com o princípio de que os lugares devem ser atribuidos a quem tem know how para os ocupar...




O PS escolheu Ricardo Rodrigues, vice-presidente do seu grupo parlamentar, como porta-voz , nos debates sobre a corrupção na Assembleia da República. Faz todo sentido.

Relação confirma envolvimento de Ricardo Rodrigues com "gang  internacional"


O juiz de instrução concluiu que a acusação de que Rodrigues se envolvera "com um gang internacional" tinha sustentação: "Ao mesmo tempo que [Raposo] se apresentava ao assistente na "humilde condição" de professora do Ensino Básico, e em vias de aposentação, mantinha uma suite e um escritório no hotel (...), contactos com pessoas alegadamente proeminentes na finança mundial (entre eles um tal Z, que prestava "serviços financeiros" a partir de Miami, e um Cardeal [sic] Ortodoxo, responsável de uma sociedade financeira)". A Relação corroborou a sentença da primeira instância, notando que o artigo de opinião contribuiu para "a formação" de "juízo crítico". Ao PÚBLICO, o jornalista disse estar "satisfeito" com as decisões dos tribunais: "Os tribunais e a justiça funcionaram".

Ler artigo completo clincando em qualquer dos links.

Nota: os sublinhados são meus.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cavaco devia ter mais cuidado com a "agenda do PS".



Confesso que já tinha algumas saudades das intervenções deste idiota, que reaparece sempre nas "causas fracturantes". Depois de liderar os jotinhas socialistas, mandaram-no para Bruxelas uma boa temporada. Ao que parece, voltou tão imbecil como partiu, e hoje presenteou-nos com esta pérola. Não fosse esta intervenção, e continuariamos sem dar pela sua presença.

Poderei um dia casar com o meu avô?


Eu sei que o título remete para o absurdo, mas eu explico. Uma vez aprovada a lei que irá permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, assume-se de vez que a possibilidade de procriação deixa de ser um elemento indissociável deste instituto. Sendo assim, não fará muito sentido continuar a considerar o problema da consanguinidade na celebração deste tipo de contratos. Considerando o casamento como um mero contrato, que apenas se limita a oficializar uma relação afectiva entre pessoas adultas, que por vontade própria resolvem juntar os trapinhos, o que é que pode impedir que parentes na linha directa se casem entre si? Apenas o preconceito, que considera este tipo de relações uma aberração, certo? E este preconceito irá durar até quando? Essa é a questão.

Este post, vem a propósito destas declarações . Dizer, como disseram vários deputados quando confrontados com elas, que nem merecem comentário, revelam uma enorme incoerência de quem utiliza o argumento do preconceito para aqueles que questionam o casamento homossexual. Há 50 anos, se alguém questionasse um deputado sobre o casamento gay, a resposta seria idêntica ou ainda mais agressiva do que a dada por aqueles que acham agora que o assunto nem merece uma palavra.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ainda hei-de ver este rapaz a escrever na firma Abrantes & Cia.


Adivinhem onde é que este post vai ser colocado em destaque amanhã. Eu dou uma ajudinha: aqui.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Esta madrugada, cerca da 01:40 fui acordado por isto.

Não é, definitivamente, uma maneira nada agradável de acordar. Depois da perplexidade inicial,  a sensação foi a de que aqueles cerca de 15 segundos parecia não terem fim.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Já agora, a obra maior da banda em debate, digo eu.

Genesis em debate no Corta-fitas


Para quem, como eu,  iniciou este blogue com In the beginning dos Genesis, não podia deixar de participar na discussão iniciada pelo João Távora no seu Corta-fitas. Para os fãs, é uma boa oportunidade para irem lá deixar a sua opinião.

Quando se mistura a chico-espertice com má-fé e se acrescenta uma dose de cinismo.


Vale a pena aprender com a Sra. D. Fernanda Câncio.

Deixo aqui o comentário que deixei lá, que calculo venha a ser censurado:

"Coitado do Pedro Lomba, que lá terá que vir fazer um desenho para ver se a Fernanda percebeu, quer a crónica do "paineleiro" PML, quer a consequente resposta do "cronista" PL.

Só para a Fernanda, por incapacidade de entendimento ou pura má-fé, não terá ficado claro naquela execrável crónica do DN, que a referência ao "director de órgão de  comunicação que resolva prescindir dos serviços de um colunista", tinha um destinatário bem preciso. Há sempre a hipótese de a Fernanda ter tido uma amnésia súbita e ter-se esquecido do afastamento mal explicado do Pedro Lomba do Diário Económico.

A cobardia do PML e desonestidade intelectual, está justamente na alusão a uma série de comportamentos não atribuíveis a Pedro Lomba e no remate da crónica, que feito daquela forma, permite tudo, inclusivé sugerir que Pedro Lomba é um "criminoso".

Dito isto, este seu post, é de uma infelicidade confrangedora, nada de novo aliás.

Como é evidente, o mais provável é este meu comentário ser censurado."


PS: contrariando a previsão que fiz, a minha resposta foi publicada. Valeu a pena o choradinho.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ainda a propósito do paineleiro Marques Lopes e da sua crónica execrável.

Ler aqui, por Eduardo Nogueira Pinto. A comparação com Octávio Machado faz todo o sentido.

Pedro Lomba faz um desenho.

Boa resposta de Pedro Lomba ao paineleiro Marques Lopes. Civilizada de mais, tendo em conta o destinatário, digo eu.

Mário Crespo em grande, mais uma vez.

O palhaço, por Mário Crespo, aqui:

"O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço."

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

De idiota útil a escroque.


Já aqui escrevi sobre este paineleiro/comentadeiro, pensando que o rapaz tinha limites para a sabugice. Pelos vistos enganei-me, já que desta vez, numa crónica assinada no Diário do Regime, Pedro Marques Lopes resolve mostrar a sua faceta mais abjecta, fazendo o servicinho como deve ser para agradar ao chefe. Vai daí, e cobardemente, sem identificar o visado - Pedro Lomba - resolve justificar o afastamento deste do Diário Económico, da forma que podem ler na referida crónica.

Como seria de esperar, teve fortes aplausos aquiaqui e aqui. Entre Passos Coelhistas e Socretinos, a unanimidade esperada. Este rapaz vai longe.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Havemos de lá chegar, já faltou mais.

Notícia hoje o Público:

O Governo irlandês adoptou medidas drásticas para controlar a despesa pública no orçamento para 2010 e decidiu reduzir salários a professores, enfermeiros e polícias. Está também prevista a redução de prestações da segurança social a desempregados e a famílias com filhos.

Ontem, a TSF e uma série de orgãos de informação, davam conta do estado comatoso da economina grega, a braços com uma dívida pública equivalente a 113% do PIB e um défice das contas públicas a rondar os 12%. Convém recordar, que de há uns anos a esta parte, a Grécia optou por alavancar a sua economia em obras públicas de grande envergadura, entre as quais, um novo aeroporto em Atenas e toda a infraestrutura para as Olimpíadas de 2004. Pelos vistos, esta fezada keynesiana não terá corrido muito bem, mas cá pelo burgo, os nossos governantes acham que gastar à tripa forra em obras mastodônticas, vai ser a salavação da pátria. Até ao dia em que tivermos que pôr os olhos na Irlanda, se ainda formos a tempo.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tadinhos dos palhaços.

Ministério da Educação anticipa Programa de Educação Sexual nas escolas.


Notícia no DN de hoje:

"A senha para configurar o controlo parental dos computadores Magalhães - e definir quais os conteúdos da Internet a que os alunos têm ou não acesso - é divulgada numa página criada pelo próprio Ministério da Educação. Uma situação que pode explicar os casos de crianças que têm acedido a sites pornográficos com estes portáteis."

Pelos vistos, o Ministério da Educação resolveu antecipar a introdução do Programa de Educação Sexual nas escolas portuguesas. Podia era ter começado pelas aulas de preparação teórica, antes de avançar logo com aulas práticas.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Terá sido uma imposição da ILGA?



Depois dos protestos por causa da Gamebox Duo, já nada me surpreende.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Qimonda pariu um Nanium.


Durante toda a manhã de hoje, a TSF, não se cansou de noticiar a "solução" encontrada pelo Estado para a Qimonda, abrindo todos os noticiários com este folclore, prolongando o destaque da notícia por períodos superiores a 10 minutos. Pelos microfones da rádio, passaram uma série de personalidades, com destaque para o Presidente da AICEP, Basílio Horta, e Daniel Bessa, futuro Presidente da Assembleia Geral da Nanium.

Convém lembrar, que no seu período aureo a Qimonda empregava 1800 pessoas e era o maior exportador nacional. Quantas pessoas vai empregar a Nanium? 380. Qual o peso previsto nas exportações portuguesas no futuro? Ninguém sabe, uma vez que, nem sequer se sabe em que mercados vai actuar, estando toda a estratégia dependente da nova equipa de gestão (palavras de Daniel Bessa).

Quem são os novos accionistas de referência? Adivinhem: Estado, através da AICEP, Caixa Geral de Depósitos e Banco Espírito Santo.

É um bom negócio? Ninguém sabe, na certeza de que é um bom negócio para o governo, que com rádios como a TSF, consegue passar a mensagem, de que salvou uma das empresas mais emblemáticas no panorama industrial do país.

Os mais de 1400 trabalhadores, que para já, ficam de fora da "solução", conhecem a falácia, mas o que é isso interessa, comparado com o efeito provocado pela "Boa Nova" do governo?

Se por cada 380 postos de trabalho criados, houvesse festim como este, qualquer inauguração de um supermercado de média dimensão, passaria a ser tema de abertura de noticiários. Azar para a Sonae Distribuição e Jerónimo Martins, que investem sózinhas, e não são "salvas" pela providência do Governo da República.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O vira-casacas do costume.


Já estamos mais ou menos habituados às mudanças frequentes de opinião de Vital Moreira. Pedro Lomba, lembra bem, neste excelente texto no Público, a opinião que Vital tinha, sobre a pertinência do julgamento político que devia recair sobre Paulo Portas, a propósito do "Caso Moderna", quando este era Ministro da Defesa. Convém lembrar, que Paulo Portas nem sequer chegou a ser arguido, e que os "factos" que mereceriam o referido julgamento político, reportavam a uma época anterior à entrada de Paulo Portas para o Governo.

PS: um tal de Miguel Abrantes, "conhecido anónimo" da blogosfera portuguesa, sobretudo pela sua sabugice e lambebotismo, tem o desplante de classificar o artigo de Pedro Lomba de "intelectualmente desonesto". Vindo de alguém que escreve a coberto de um "nick-name", só pode constituir um elogio para o Pedro Lomba.

Descubra as diferenças.




Não parecem edições do mesmo dia, pois não? Mas são. Para descobrirmos no jornal A Bola, onde está o "destaque" da derrota do Benfica com o Vitória de Guimarães, temos que fazer um exercício do género "Onde está o Wally"? Jornalismo desportivo no seu melhor.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Há coisas que não vale a pena discutir, sobretudo quando sabemos que vamos perder a discussão.


Hoje, no programa Quadratura do Círculo da Sic-Notícias, António Costa, quando confrontado com arguemtos irrefutáveis por parte de António Lobo Xavier, que colocavam em causa o carácter de José Sócrates, a propósito de este ter mentido no Parlamento, aquando da discussão sobre o negócio Prisa/TVI/PT, resolveu responder:

- quando a discussão atinge o ponto em que se avalia o carácter das pessoas, eu recuso-me a participar nela.

Uma forma airosa, sem dúvida, de fugir ao óbvio, já que quem estava em causa, era o seu amigo Zé.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Onde é que andam os "profissionais da indignação"*, perante a barbárie?


Na Somália, foi ontem condenada à morte por lapidação, e sumariamente executada, perante uma turba de 200 selvagens, uma mulher de 20 anos, acusada de adultério. Note-se, que esta mulher já estava divorciada, quando cometeu o "crime", e que o seu "cúmplice" teve como castigo, 200 vergastadas. (ver notícia completa no link abaixo)

"A 20-year-old woman divorcee accused of committing adultery in Somalia has been stoned to death by Islamists in front of a crowd of about 200 people."

Estranhamente, não se ouviram os ecos desta barbárie, nos vários meios de comunicação, sempre tão lestos a manifestar a sua indignação, quando o assunto é: atentantados aos direitos humanos. Imaginemos , por absurdo, que algo semelhante acontecia em resultado da aplicação de leis ou preceitos religiosos, no seio de comunidades cristãs ou judaicas. Estão a imaginar o que acontecia, não estão? Quantas capas de jornais, aberturas de telejornais, destaques em blogues, mereceria a notícia?

O facto de ter acontecido na Somália, será razão para algum tipo de desvalorização? Só por paternalismo ou racismo encapotado, isto pode ser desvalorizado. Ou ainda , pelo medo de chamar os bois pelos nomes e dizer que o que aconteceu foi a aplicação de uma coisa chamada Sharia.

* Expressão usada pelo Pedro Correia aqui , e copiada por mim.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Custou, mas já lá estamos.


Casamento homossexual? Não, obrigado.


Só para que conste: depois do que tenho vindo a assistir, em torno da discussão do casamento homossexual, em que por parte dos defensores do SIM, têm sido sistematicamente revelados sinais de absoluta intolerância em relação a quem pensa o contrário, dissipei definitivamente as minhas dúvidas. Como sou, por natureza, defensor de valores como a tolerância e respeito pela opinião contrária, só me resta colocar-me do lado dos "tacanhos, retrógrados e homofóbicos" deste mundo (sim, são estes alguns dos piropos com que são brindados,  aqueles que põem em causa, ou não concordam com o casamento gay). A causa do NÃO ganhou mais um militante. Sei que não interessa muito, mas aqui fica o registo.


Uma questão de honra - Por Mário Crespo.


Não resisto a copiar para aqui, na íntegra, uma crónica de Mário Crespo no JN. Pelo seu teor, imagino que, mais dia, menos dia, Mário Crespo seja corrido pelo "amigo Joaquim". É só um palpite.


"Mark Felt foi um daqueles príncipes que o sólido ensino superior norte-americano produz com saudável regularidade. Tinha uma licenciatura em Direito de Georgetown e chegou a ser uma alta patente da marinha dos Estados Unidos. Com este formidável equipamento académico desempenhou missões complexas no Pentágono e na CIA.
Durante a guerra do Vietname serviu no Conselho Nacional de Segurança de Henry Kissinger. Acabou como Director Adjunto do equivalente americano à nossa Polícia Judiciária. Durante vários anos foi Director Geral interino do FBI. Foi nesse período que Mark Felt se tornou no Garganta Funda. Muito se tem escrito sobre as motivações de um alto funcionário do aparelho judiciário americano na quebra do segredo de justiça no Watergate. Todo o curriculum de Felt impunha-lhe, instintivamente, a orientação clássica de manter reserva total sobre assuntos do Estado. Hoje é consensual que Mark Felt só pode ter denunciado a traição presidencial de Nixon por uma razão. Para ele, militar e jurista, acabar com o saque da democracia americana era uma questão de honra. Pôr fim a uma presidência corrupta e totalitária era um imperativo constitucional. Felt começou a orientar em segredo os repórteres do Washington Post quando constatou que todo o aparelho de estado americano tinha sido capturado na teia tecida pela Casa Branca de Nixon e que, com as provas a serem destruídas, os assaltos ao multipartidarismo ficariam impunes. A única saída era delegar poder na opinião pública para forçar os vários ramos executivos a cumprir as suas obrigações constitucionais. Estamos a viver em Portugal momentos equiparáveis. Em tudo. Se os mecanismos judiciais ficarem entregues a si próprios, entre pulsões absurdamente garantisticas, infinitas possibilidades dilatórias que se acomodam nos seus meandros e as patéticas lutas de galos, os elementos de prova desaparecem ou são esquecidos. Os delitos ficam impunes e uma classe de prevaricadores calculistas perpetua-se no poder. Face a isto, há quem no sistema judicial esteja consciente destas falhas do Estado e, por uma questão de honra e dever, esteja a fazer chegar à opinião pública elementos concretos e sólidos sobre aquilo que, até aqui, só se sussurrava em surdinas cúmplices. E assim sabe-se o que dizem as escutas e o que dizem as gravações feitas com câmaras ocultas que registam pedidos de subornos colossais. Ficámos a conhecer as estratégias para amordaçar liberdades de informação com dinheiro do Estado. E sabemos tudo isto porque, felizmente, há gente de honra que o dá a conhecer. Por isso, eu confio no Procurador que mandou investigar as conversas de Vara com quem quer que fosse. Fê-lo porque achou que nelas haveria matéria de importância nacional. E há. Confio no Juiz que autorizou as escutas quando detectou indícios de que entre os contactos de Vara havia faces até aqui ocultas com comportamentos intoleráveis. E, infelizmente o digo, confio, sobretudo, em quem com toda a dignidade democrática e grande risco pessoal, tem tomado a difícil decisão de trazer ao conhecimento público indícios de infâmias que, de outro modo, ficariam impunes. A luta que empreenderam, pela rectificação de um sistema que a corrupção e o medo incapacitaram, é muito perigosa. Desejo-lhes boa sorte. Nesta fase, travam a batalha fundamental para a sobrevivência da democracia em Portugal. Têm que continuar a lutar. Até que a oposição cumpra o seu dever e faça cair este governo"

 Mário Crespo in JN de 16-11-2009.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pagamento em espécie.


O "amigo Joaquim" não esquece as suas obrigações.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O idiota útil.

Já há algum tempo que estou para escrever alguma coisa acerca deste intrigante comentadeiro, que nos últimos tempos vai pululando por vários orgãos de comunicação social, ora como paineleiro no Eixo do Mal da Sic-Notícias, em que consegue ser claramente o elo mais fraco, façanha improvável, quando desse painel  faz parte Clara Ferreira Alves, ora como comentador no Bloco Central da TSF, e ainda cronista no Diário do Governo (também conhecido como Diário de Notícias). Nunca percebi muito bem esta ascenção meteórica nos nossos média , já que se trata claramente de alguém que para além de uns disparates ditos sempre num tom muito assertivo, tem no seu ar bonancheirão e até simpático a principal característica positiva. O problema é que, ao que parece, este simpático rapaz está nesses programas como representante da "direita moderna", coisa que ninguém consegue descortinar, a não ser com muito boa vontade, ou quando dá mostras do seu empolgamento quando o tema é Passos Coelho.

Hoje, depois de ler isto, não resisti, e resolvi escrever sobre esta luminária. Atente-se nesta sua reflexão:

Então agora aproveitavam-se escutas de uns processos para gerar outros? E pode-se escutar um Primeiro-Ministro sem autorização de um juiz do STJ e sem que se saiba para quê?Mas está tudo doido?

Será que este jovem não percebe, que no âmbito de uma investigação, é possível "tropeçar" numa escuta, e que se dessa escuta resultar a existência de indícios de crime, este deve ser investigado, independentemente de ser o Zé dos Anzóis ou o Presidente da República? Não percebe, que mesmo que tal escuta não possa ser usada como meio de prova, por meras questões processuais, uma vez descortinado um qualquer indício de crime, deve iniciar-se uma nova investigação? Pelos vistos, na cabeça deste "pensador", a substância do que se escuta não interessa nada, mesmo que tal escuta tenha sido obtida de forma perfeitamente legal, já que um dos intervenientes na conversa escutada é suspeito de ter praticado uma série de crimes, decorrendo nesse âmbito, um processo de investigação com mandato judicial.
Que alguns acessores do governo, utilizem um argumentário deste género, não estranho. Vindo de um promissor representante da "direita moderna", só por patetice se pode entender.




segunda-feira, 9 de novembro de 2009

71 anos depois da "Noite de Cristal", um estranho (ou nem tanto) silêncio.


Procurei nos principais diários portugueses online, alguma notícia sobre a  trágica efeméride que se assinala hoje. De todas as pesquisas efectuadas, nem uma pequena referência . Bem sei, que a queda do muro de Berlim, merece hoje as honras de todas as primeiras páginas, mas não deixa de ser inquietante, que algo tão marcante, como a tenebrosa noite em que o Holocausto teve o seu início, não mereça da nossa comunicação social, uma nota de rodapé, sequer.

Para que conste, e com a devida vénia, "roubei" este vídeo do Cachimbo de Magritte.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Boas notícias para começar o fim-de-semana.


Paulo Bento, finalmente tomou uma decisão sensata: demitiu-se.

Mulheres com "eles" bem no sítio.





Não é preciso ter grandes dotes de adivinhação para saber o que terá acontecido a esta Mulher.

Com os agradecimentos ao Corta-fitas, de onde retirei esta imagem, que não resisti a partilhar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Estou sim? Quem fala?

Pelas minhas contas, isto, dá mais ou menos um telefonema de dez em dez dias.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Venham de lá muitas mais cachimbadas.

Um dos meus blogues favortitos, O cachimbo de Magritte, acaba de competar 3 respeitosos anos. Que continue a fumegar, por muitos e bons anos, são os meus votos.

sábado, 31 de outubro de 2009

Hoje só me apetece dizer que sou deste clube deste pequenino.


Aperitivo para o novo disco de Peter Gabriel - 2.



Mais uma. Promete...

Aperitivo para o novo disco de Peter Gabriel - 1.



Esta é uma das músicas que P.G. irá "arriscar" cantar no disco que está para chegar. Bela escolha, mas estou curioso, já que não se adivinha tarefa fácil substituir a voz do Thom York numa canção tão marcadamente melancólica.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Boas notícias para os fãs de Peter Gabriel.


Segundo uma notícia publicada hoje no Ipsilon do jornal Público, Peter Gabriel prepara-se para lançar um novo disco com o nome "Scratch My Back", onde irá reintepretar uma séirie de temas de outros músicos, a saber: Radiohead, Arcade Fire, David Bowie, Lou Reed, Neil Young, Talking Heads, entre outros. Vindo de Gabriel, só pode ser coisa boa.

Os reis da sucata.


Quando um ex-ministro e actual vice-presidente do maior banco privado portugês, recebe luvas de um sucateiro, isso diz bem do estado a que o país chegou: uma imensa sucateira.

A propósito de Paulo Rangel, assino por baixo.

João Gonçalves, escreveu isto no seu blogue, Portugal dos Pequeninos. Na mouche.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Frases idiotas e ideias cretinas - 2.


"O fumo do tabaco irrita-me bastante. Mesmo quando na rua: é quase uma forma voluntária de prejudicarem a vida dos outros." Autora: Susana Fonseca, Presidente da QUERCUS

É verdade Susanita, a maltosa que como eu, fuma, quando está zangada com o mundo e quer dar largas à sua raiva, a primeira coisa que faz, é sair de casa e acender um cigarro.

Está explicado porque é que nunca consegui ler um livro de Dan Brown até ao fim.


Em entrevista à revista Sábado, publicada hoje, Dan Brown revela, que para encontrar inspiração para escrever, pendura-se de cabeça para baixo, durante dois minutos, três vezes por dia.
Percebo agora que, talvez fazendo este tipo de acrobacias, eu próprio venha a conseguir ler mais do que vinte páginas de algum dos seus livros. Deve ser menos penoso do que sentado no sofá ou deitado na cama.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mais uma vez, Pacheco Pereira tem razão.

Bem sei que corro o risco de ser enxovalhado, nos dias que correm, ao afirmar que considero Pacheco Pereira um homem lúcido, e em geral, com a razão do seu lado, nas mil e uma guerras que compra. Este post é um excelente retrato daquilo que se passa hoje em dia em Portugal, mas como é de prever, irão surgir as reacções pavlovianas do costume, a afirmar que o homem não aprende e que continua a insistir numa "tese que não deu votos", como se fosse isso que estivesse verdadeiramente em causa. É justamente sobre essa forma de pensar e reagir, o artigo de Pacheco Pereira, mas quem está "viciado em folclore transmontano", não irá perceber. É o costume.

sábado, 24 de outubro de 2009

Antigamente é que era bom.


Acabo de ouvir na TSF uma notícia, segundo a qual "mais de 230 trabalhadores das auto-estradas reúnem-se, este sábado em Lisboa, para contestar a instalação de “chips” nos automóveis e definir medidas que assegurem os postos de trabalho, que consideram ameaçados com a introdução deste dispositivo."

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), através do seu porta-voz, António Vieira, a instalação dos “chips”, que servirão para a cobrança de portagens, põe em causa os postos de trabalho dos funcionários das auto-estradas, bem como a privacidade dos cidadãos.

O referido sindicalista, não faz a coisa por menos e para resolver o assunto propõe a revogação do decreto que prevê a criação dos referidos "chips", como forma de continuar a garantir os mais de 2000 postos de trabalho, que com a introdução desta tecnologia, deixarão de fazer sentido. 


Já agora, não seria de propor a proibição da utilização de toda e qualquer tecnologia capaz de realizar tarefas, normalmente desempenhadas por pessoas? Com alguma boa vontade, faz-se a coisa com efeitos retroactivos e elimina-se essa máquina nefasta que dá pelo nome de computador, sempre que se constate que a sua utilização eliminou postos de trabalho. É garantido que a taxa de desemprego vai cair de forma vertiginosa.

 


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Boas notícias para os Cartórios e Ministro das Finanças.


Segundo o DN, Governo de combate dá prioridade a casamentos "gay". Com a corrida maciça que se prevê aos cartórios, com o objectivo de oficializar matrimónios entre a comunidade gay, o Estado irá receber uma verdadeira fortuna, através da cobrança de registos notariais, imposto de selo e emolumentos. Deve ser este o motivo, pelo qual Teixeira dos Santos insiste nos 5,9% de défice esperado, quando a maioria dos analistas aponta para taxas superiores a 7%. Este governo não dá ponto sem nó.

Não podiam esperar mais uns mesitos?




Logo agora que as notícias começavam a ser mais animadoras e a economia parece dar alguns sinais de retoma, somos confrontados com um novo governo? É que, desde que o governo deixou de existir, para aí há uns três ou quatro meses, eu próprio tenho sentido, na minha empresa, que as coisas estavam a melhorar. Ora bolas!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

É só promoessas.

O eurodeputado do PSD, Mário David, relembra hoje no seu site pessoal , uma ameaça de José Saramago, feita há uns anos atrás, de renúncia à cidadania portuguesa, desafiando-o a concretizar a ameaça.

Eu também me lembro de uma promessa feita pelo mesmo Saramago, de não voltar a Portugal, se Cavaco fosse eleito Presidente da República. Não seria altura de começar a cumprir algumas promessas ou de alguém lhe reavivar a memória?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

E que tal, já agora, um bitaite sobre o Corão?

De acordo com Saramago, a Bíblia é um "manual de maus costumes".


Cada um tem direito a ter as obsessões que bem entender, mas era bem mais divertido, se Saramago alargasse a sua "cruzada" a outras religiões.

domingo, 18 de outubro de 2009

Brinquedo para gente crescida.



Quero ter uma coisa destas, quando for grande.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Frases idiotas e ideias cretinas - 1.

"O partido precisa de um corte geracional." Autor: Marco António Costa (PSD)

Tradução: há que mandar embora a malta mais velha, mais sensata, mais culta e mais consistente politicamente, porque a malta da minha geração tem pressa em substituí-los, mas não está fácil, porque nos faltam aqueles atributos, e adquiri-los dá uma trabalheira.

Rostos da renovação no PSD.



Carlos Abreu Amorim (CAA)


Ângelo Correia

Piadolas fáceis - 1.


Como é que ainda nenhum humorista inventou uma piadola, a propósito do nome do Pedro Passos Coelho, tendo em conta a pressa que o rapaz revela sistematicamente?

Ainda sobre o Nobel da Paz para Obama.

Na sua crónica semanal, na revista Visão, a propósito da atribuição do Nobel da Paz a Omaba, Ricardo Araújo Pereira pergunta:

- Porque não o da Literatura, se as suas autobiografias (as 23) estão escritas num estilo tão elegante e enxuto? Porque não o da Economia, o da Química ou da Medicina? Pode perguntar-se: que fez ele para vencer o Nobel da Economia, da Química ou da Medicina? E pode responder-se: o mesmo que fez para ganhar o da Paz.

De facto...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pior a emenda, que o soneto.



Confesso que senti algum constrangimento ao ver esta infeliz criatura, prestar-se a este papel. O tom maternal e pausado, as comparações, as referências genealógicas, o sorriso oco, e o pedido de clemência, tudo num tom, como se estivesse a falar para mentecaptos, reforçam a ideia de que esta rapariga não percebeu nada do que se passou. Não admira, coitada.

A metamorfose de Maitê Proença, consoante o local onde se encontre.

Francisco José Viegas, explica bem aqui, as razões pelas quais, o vídeo cretino de Maitê Proença, é muito mais do que uma simples brincadeira de mau gosto. Algumas luminárias que se dedicam a esta coisa dos blogues, teimam em não querer perceber, que o que está em causa, é muito mais do que um vídeo de mau gosto, não percebendo que aquela forma de retratar os portugueses, rende muito do outro lado do Atlântico, tanto como aqui na "terrinha", os estereótipos e preconceitos que muitos portugueses têm dos brasileiros. Dizer que de ambos os lados, há uma mole imensa de gente preconceituosa, não é cavar um fosso entre dois povos, mas sim pôr o dedo na ferida e chamar os bois pelos nomes.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mensagem enviada para o programa "Saia Justa" do GNT, a propósito de Maitê Proença.


Gostaria de felicitar a equipe do programa, pela assinalável proeza que conseguiram em Portugal.

Em cerca de cinco minutos, conseguiram, através de um vídeo cretino, realizado por uma acéfala, fazer mais pela xenofobia e ódio relacionado com a imigração, do que o Partido Nacional Renovador (extrema-direita), em muitos anos de existência.

Estão todas de parabéns, pela reacção galinácea em pleno estúdio, a uma "reportagem" grotesca.

A comunidade brasileira, dispensava esta ajuda.

Cordialmente,

João Costa

Wrestling jornalístico.

Acabei agora de ver o Prós-e-Contras na RTP, cujo tema, pelo que percebi, era sobre deontologia/ética jornalística. Ao contrário do que tem acontecido nos últimos tempos, não adormeci. É que, tenho que confessar, as cenas de pugilato entre gente "ilustre", sempre me prenderam ao ecrã.

Para quem não viu, aqui fica o nome dos cabeças de cartaz: João Marcelino / Paulo Baldaia, do lado esquerdo do ringue, José Manuel Fernandes / Henrique Monteiro, do lado direito.


Resultado final = 0-0.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Razões para festejar uma vitória do BE.


Estou muito satisfeito com a vitória do BE em Salvaterra de Magos, sobretudo por duas razões:

1ª não vivo lá;

2ª tornei-me recentemente um adepto fervoroso dos rodeos.

Shame on you, oeirenses e gondomarenses.


Aprendam com a "gente rude do campo".



De onde menos se esperava, vieram bons exemplos de ruptura com o caciquismo e sanidade mental. Em Felgueiras e Marco de Canaveses, o povo decidiu reformar antecipadamente dois "cromos", e mostrar ao país, que não são necessários graus académicos para perceber o significado da expressão "erva daninha". Podem ter levado algum tempo a aprender, mas chegaram lá. Mais depressa do que noutras terras de "gente culta".

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vídeo-clips da década - 1.


Nobel da Paz ou prémio por antecipação?


Ainda sobre o Nobel da Paz, para deixar aqui mais uma achega. Desta vez, o comité norueguês resolveu inovar, e em vez de premiar uma carreira, resolveu premiar uma esperança, neste caso, a esperança partilhada pelos comissários. Estes, esperam muito de Barak Obama, de tal forma, que nem esperam para ver, e antecipam já o resultado. Mas mais do que esperar, os nóbeis comissários, querem desta vez influenciar o futuro, daí a pergunta que deverão ter feito na derradeira reunião para a escolha do laureado:

- poderemos nós influenciar a política externa americana para os próximos 4 anos?

A resposta, terá sido dada em uníssono:

- yes, we can.

Vista panorâmica da zona ribeirinha de Lisboa, proposta por António Costa.


Não foi rapidinho de mais?


 Obama venceu Nobel da Paz.

E eu que pensava que o Nobel era atribuído a pessoas/entidades que tivessem desenvolvido os seus trabalhos/causas, ao longo do TEMPO, de forma continuada. Tendo em conta que Obama está na Casa Branca há menos de um ano, digamos que foi: rapidinho. Já agora, "esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre os povos", basta? E resultados, não interessa? Pois, não deve interessar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009