Escrever o que me der na real gana, sempre com a máxima parcialidade, sem ter que dar satisfações a ninguém, é o objectivo deste blogue. Não Gostam? Têm bom remédio...
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ainda o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e o respectivo "aborto jurídico".


Tenho alguma dificuldade em entender a euforia desencadeada pela aprovação de uma lei, que ao contrário do que seria de supor, mantém a discriminação entre tipos de casal, excluindo da adopção os casais de pessoas do mesmo sexo. Teremos, a partir do momento em que a lei entrar em vigor (coisa que duvido venha a acontecer), nubentes de primeira, casais de sexos diferentes, e nubentes de segunda, casais do mesmo sexo. Não deixa de ser irónico, que quem sempre hasteou a bandeira contra a discriminação, aplauda agora uma lei profundamente hipócrita, e mais do que isso, um "aborto jurídico", elaborado por gente sem coragem para levar a "causa" até às últimas consequências.

A falta de coragem, tem um nome: José Sócrates. Sócrates sabe que a lei vai ser remetida para o Tribunal Constitucional que, e é tão certo como dois e dois serem quatro, a irá chumbar. Nessa altura, lá virá o nosso Primeiro Ministro dizer que afinal, e ao contrário do que ele e o PS queriam, a lei terá que contemplar a adopção, livrando-se da responsabilidade que lhe seria atribuida, caso a adopção estivesse contemplada no projecto de lei socialista original. Lavando as suas mãos, o "engenheiro" dirá: "estão a ver? Nós não queríamos as criancinhas entregues a casais homossexuais, mas aqueles senhores juízes não nos deixam alternativa".

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um exemplo de discrição e sobriedade.

Casamento gay no Lux. "Não estou feliz, eu sou feliz"


Nota 1: para ler o artigo completo clique nos links de cima.
Nota 2: o sublinhado é meu.

A preocupação com a discrição e reserva foi tanta, que se limitaram a anunciar a cerimónia num meio muito restrito.

Já agora, só um aparte: um dos nubentes, Ricardo Mealha, é apresentado como "o mais cotado designer gráfico português". Olha! E eu que pensava que esse campeonato não existia, mas a existir, seria liderado pelo Henrique Cayatte.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cavaco devia ter mais cuidado com a "agenda do PS".



Confesso que já tinha algumas saudades das intervenções deste idiota, que reaparece sempre nas "causas fracturantes". Depois de liderar os jotinhas socialistas, mandaram-no para Bruxelas uma boa temporada. Ao que parece, voltou tão imbecil como partiu, e hoje presenteou-nos com esta pérola. Não fosse esta intervenção, e continuariamos sem dar pela sua presença.

Poderei um dia casar com o meu avô?


Eu sei que o título remete para o absurdo, mas eu explico. Uma vez aprovada a lei que irá permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, assume-se de vez que a possibilidade de procriação deixa de ser um elemento indissociável deste instituto. Sendo assim, não fará muito sentido continuar a considerar o problema da consanguinidade na celebração deste tipo de contratos. Considerando o casamento como um mero contrato, que apenas se limita a oficializar uma relação afectiva entre pessoas adultas, que por vontade própria resolvem juntar os trapinhos, o que é que pode impedir que parentes na linha directa se casem entre si? Apenas o preconceito, que considera este tipo de relações uma aberração, certo? E este preconceito irá durar até quando? Essa é a questão.

Este post, vem a propósito destas declarações . Dizer, como disseram vários deputados quando confrontados com elas, que nem merecem comentário, revelam uma enorme incoerência de quem utiliza o argumento do preconceito para aqueles que questionam o casamento homossexual. Há 50 anos, se alguém questionasse um deputado sobre o casamento gay, a resposta seria idêntica ou ainda mais agressiva do que a dada por aqueles que acham agora que o assunto nem merece uma palavra.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Casamento homossexual? Não, obrigado.


Só para que conste: depois do que tenho vindo a assistir, em torno da discussão do casamento homossexual, em que por parte dos defensores do SIM, têm sido sistematicamente revelados sinais de absoluta intolerância em relação a quem pensa o contrário, dissipei definitivamente as minhas dúvidas. Como sou, por natureza, defensor de valores como a tolerância e respeito pela opinião contrária, só me resta colocar-me do lado dos "tacanhos, retrógrados e homofóbicos" deste mundo (sim, são estes alguns dos piropos com que são brindados,  aqueles que põem em causa, ou não concordam com o casamento gay). A causa do NÃO ganhou mais um militante. Sei que não interessa muito, mas aqui fica o registo.