Escrever o que me der na real gana, sempre com a máxima parcialidade, sem ter que dar satisfações a ninguém, é o objectivo deste blogue. Não Gostam? Têm bom remédio...
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

sábado, 10 de abril de 2010

Estou mesmo galvanizado.




Com este na vice-presidência do partido e este a presidir ao Instituto Sá Carneiro, começo a acreditar verdadeiramente no lema "mudar". Para pior, evidentemente, para muito pior. Para compor o ramalhete, só  falta mesmo colocar este à frente do Gabinete de Estudos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ana Gomes sobre o engenheiro técnico.


O modo cada vez mais desabrido com que Ana Gomes zurze em Sócrates, será  mais um indício que dentro do PS o estoiro estará para breve? Ou será uma voz isolada de quem se está marimbando para as consequências de uma eventual fatwa? Inclino-me mais para a primeira hipótese, por acreditar que Ana Gomes, mesmo reconhecendo-lhe coragem e independência face ao carneirismo socretino, estará nesta altura ciente de que as sucessivas afrontas lhe trarão mais proveitos do que custos num futuro próximo, ou seja, quando a ala esquerda do partido passar a riscar.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Rui Ramos contagiado pela mediocridade reinante?

Acabo de ouvir na TVI-24, Rui Ramos classificar a estratégia da direcção de Manuela Ferreira Leite como, e cito de cor, "a pior estratégica de uma liderança do PSD nos últimos anos", sem consubstanciar esta afirmação. Que alguns Gorjões, Camplihos, Correias e quejandos o afirmem desta forma, não estranho. De Rui Ramos, esperava sinceramente mais elaboração. Não basta papaguear este tipo de boutades, sobretudo quando a evidência mostra que basicamente tudo o que Ferreira Leite andou a dizer em campanha é o que consta da agenda política actual. É certo que terá cometido alguns erros: a inclusão de alguns nomes menos recomendáveis nas listas de candidatos a deputados, bem como o episódio  pouco feliz da Madeira,  são porventura os exemplos mais flagrantes. Mas estes exemplos nada têm a ver com estratégia. Terão sido quanto muito erros tácticos, ou se se quiser, tiros no pé, que comparados com as asneiras com que sucessivos líderes do PSD nos têm brindado nos últimos anos, são peanuts.

Manuela Ferreira Leite perdeu as eleições por dizer aquilo que ninguém queria ouvir. Não dourou a pílula, e provavelmente isso custou-lhe esta fama que pelos vistos Rui Ramos também subscreve, mas classificar  isto como a "pior estratégica de uma liderança do PSD nos últimos anos", é no mínimo decepcionante, quando dito por alguém que me habituei a ler e escutar com atenção, e que considero intelectualmente sério. Fica o registo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um debate em que o mais sensato pareceu ser Castanheira Barros...



...ao afirmar que jamais equacionaria a possibilidade de vir a ser um dia Primeiro Ministro.

terça-feira, 9 de março de 2010

Manual prático para ganhar eleições de forma fraudulenta.

Pedro Correia escreveu hoje um post em que resume de forma perfeita a fraude que conduziu o PS à vitória nas últimas legislativas.

Eu acrescento: o sucesso dessa fraude esteve na origem do insucesso de quem andou a dizer aquilo que os portugueses não quiseram ouvir. É certo que Manuela Ferreira Leite terá cometido erros de palmatória, nomeadamente nas escolhas das listas de deputados (António Preto, por ex:), bem como nas referências elogiosas à qualidade da democracia na Madeira, mas não foi por ter cometido esses erros que perdeu da forma que perdeu. A parte de leão da derrota esteve sobretudo na mega-fraude levada a cabo pelo PS, que diga-se em abono da verdade, contou com a complacência de opositores internos, bem como de grande parte da imprensa que não se cansou de realçar as incongruências, menosprezando os alertas então feitos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Associação de imagens.

Sempre que este infeliz aparece, há imagens que me vêm de imediato à cabeça:

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sócrates é mentiroso? É. Os portugueses acham isso mau? Nem por isso.


Cada povo tem aquilo que merece. O resto é conversa para entreter politólogos. Os portugueses já deram mostras de se estar positivamente nas tintas para coisas "menores" como o carácter dos políticos, a sua seriedade ou falta dela, a transparência na administração da coisa pública, e outras minudências. Valentim Loureiro, Isaltino de Morais, Fátima Felgueiras e mais remotamente Avelino Ferreira Torres, constituem apenas alguns exemplos de sucesso neste pardieiro em que se transformou o país.

Rangel vs. Aguiar Branco.

A principal impressão que retive do debate de hoje, foi a  confirmação de que Paulo Rangel revela uma impreparação para debates a dois, que não deixa de ser surpreendente, se tivermos em conta as capacidades oratórias e fluidez de raciocínio de que já deu bastas provas, quer como tribuno, quer como candidato em plena campanha eleitoral. Ficou a ideia de que terá sido surpreendido em ambos os debates, no primeiro pela assertividade de Passos Coelho e no segundo pela agressividade de Aguiar Branco. Em nenhum dos debates foi capaz de marcar o ritmo, deixando antes levar-se ao sabor das conveniências dos seus opositores, mais reactivo do que pro-activo. Além do mais, quase sempre frouxo, ou se se quiser, demasiado complacente e revelando até alguma bonomia com alguns golpes menos elegantes desferidos pelos seus interlocutores.

Fica ainda a ideia de que não consegue explanar em debates as linhas mestras de orientação das ideias que defende, o que só beneficia quem o defronta, já que à ausência de ideias dos seus opositores, não consegue contrapor as linhas programáticas fortes que tem apresentado noutras circunstâncias. Bem sei, que não são 50 minutos em televisão, o espaço mais indicado para o fazer, mas a dificuldade é tanto maior quando maior for o grau de improviso.

Por fim, mais uma nota pouco simpática: fica-lhe mal a demarcação que tem vindo a fazer relativamente à estratégia eleitoral da actual direcção do PSD. Além de permitir adensar juízos sobre lealdade ou falta dela, não parece ser muito inteligente sob o ponto de vista meramente táctico, já que se arrisca a perder grande parte do capital de simpatia de que ainda dispõe junto dos apoiantes de Manuela Ferreira Leite, sem o ganhar daqueles que há muito definiram o seu voto, mesmo antes de se iniciar a corrida à liderança.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um ganhador nato.

 

Resultado das autárquicas para a Câmara Municipal da Amadora em 1997: um honroso 3º lugar, com 26,74 % dos votos. Foi eleito vereador.

Vale a pena ler.

A crónica de Pedro Lomba, no Público de hoje.

Deixo aqui uma parte significativa da crónica. Pode ser lida na íntegra clicando no link de cima.


Eis um político que quer liderar um partido, que aspira a ser oposição a José Sócrates, mas manteve com ele no último ano e meio uma relação de cumplicidade tácita, fazendo mais oposição interna do que externa e silenciando-se num conjunto de questões centrais. Eis um político que deseja vender a ideia de que possui um percurso profissional autónomo quando, sejamos claros, tem atrás dele a figura tutelar de Ângelo Correia. Mudar o quê?

Eis um político que que tenta passar um ar juvenil, ágil e "moderno" nas entrevistas, dizendo que leu isto e fumou aquilo; que descobriu aos 45 anos e qualquer coisa que era "liberal", depois de nunca lhe ter sido conhecida uma ideia e maturação política em décadas de "carreira" partidária. Eis um político que promete mudança e sangue-novo, mas que surge aliado ao pior do aparelhismo, do menezismo, do marco-antonismo e outros ismos, mais desse grande mentor de rotundas que é Fernando Ruas. Sim, mudar o quê?"

O pulha volta a atacar.


Carlos Abreu Amorim (CAA), já tinha dado mostras da sua baixeza. Hoje, voltou em todo o seu esplendor, ilustrando o seu post com uma fotografia, evidentemente escolhida a dedo, captada numa cerimónia religiosa em memória de Francisco Sá Carneiro (informação obtida através de um comentador).

Para este sabujo, pelos vistos a canalhice não é um acidente de percurso. Está-lhe na massa do sangue.

Passos Coelho e os mercados.

Bem lembrado pela Maria João Marques, aqui.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Eu pensava que já tinha visto os posts mais hilariantes do mundo.


Mas não. O inefável e incansável Paulo Gorjão consegue sempre superar-se.

Reparem bem neste pequeno excerto:


Isto não é mera política, está numa outra dimensão, só acessível a predestinados: a bloguítica.

PS: o Paulo Gorjão que não me leve a mal pelo facto de o citar tantas vezes. Se o faço, é porque acho que merece o devido destaque. Aprecio sobremaneira o carácter pitoresco dos seus posts e a leveza com que enfrenta as suas obsessões.

Assino de cruz.

Este post do João Távora, sobre a greve da Função Pública.

Sobre o debate de ontem, um bom resumo.

Feito por Luís Rocha, aqui.