Escrever o que me der na real gana, sempre com a máxima parcialidade, sem ter que dar satisfações a ninguém, é o objectivo deste blogue. Não Gostam? Têm bom remédio...
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Brincar com a tragédia alheia.


Logo à noite, ao que parece, o programa Prós e Contras na RTP1, terá como mote a seguinte pergunta: estaremos nós preparados para enfrentar uma catástrofe de dimensão semelhante à que se verifica no Haiti?

Não está em causa que se possam fazer programas sobre esta temática. Aquilo que me repugna, é que a quente e em cima da tragédia, esta seja utilizada para um mero exercício de futurologia sem sentido, com o suposto objectivo de procurar respostas que todos já sabemos quais são.

Para apimentar a coisa, irão ser certamente exibidas imagens dramáticas, num exercício de voyeurismo abjecto, que ajudará a dar densidade ao programa e a tornar o espectáculo ainda mais vendável. Como é evidente, não irei ver tal telelixo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O reveillon já não é o que era.

Quem tenha passado a noite de Ano Novo com a televisão ligada, como foi o meu caso, terá reparado na pinderiquice dos programas com nos brindaram as três televisões generalistas. Na RTP 1, passava uma qualquer gala, em que era possível ver a apresentadora Catarina Furtado numa excitação tremenda, a avaliar pelo nível dos decibéis da sua voz, e que teve o seu momento alto quando a apresentadora resolveu enviar beijinhos para a sua família, como se de um concorrente daqueles concursos tolos se tratasse. Na SIC, outra gala, com uma série de jovens candidatos a estrelas, em que supostamente as respectivas qualidades vocais deveriam ser o passaporte para a fama. Fiquei sem perceber, e não estou a ser irónico, se o programa de ontem era no gozo ou não, dado o nível dos participantes, que cantavam tão bem como eu quando mudei de voz aos 12 anos. Na TVI, a sempre sóbria Júlia Pinheiro devidamente acolitada pelo discreto Manuel Luís, conduziam outra gala, em que uma série de criancinhas iam tentando mostrar as respectivas habilidades, na esperança de se tornarem estrelinhas, com os respectivos progenitores na assistência, revelando aquela ânsia de quem apostava uma parte significativa da sua existência no momento em que os respectivos rebentos subiam ao palco.

Há uns anos, lembro-me de programas especiais de Ano Novo, conduzidos pelo Herman, e mais recentemente pelos Gatos Fedorentos, que nos divertiam e que tinham sempre um lote de convidados que davam alguma grandiosidade aos espectáculos com que se iniciava um novo ano.

O que se viu esta noite, deve ser um presságio do ano que agora começa: racionalizar meios e cortar  nos custos de forma drástica para enfrentar a crise. Já não é mau, se o resto do país seguir o exemplo.

Já agora, UM ÓPTIMO 2010 para todos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Há coisas que não vale a pena discutir, sobretudo quando sabemos que vamos perder a discussão.


Hoje, no programa Quadratura do Círculo da Sic-Notícias, António Costa, quando confrontado com arguemtos irrefutáveis por parte de António Lobo Xavier, que colocavam em causa o carácter de José Sócrates, a propósito de este ter mentido no Parlamento, aquando da discussão sobre o negócio Prisa/TVI/PT, resolveu responder:

- quando a discussão atinge o ponto em que se avalia o carácter das pessoas, eu recuso-me a participar nela.

Uma forma airosa, sem dúvida, de fugir ao óbvio, já que quem estava em causa, era o seu amigo Zé.