Escrever o que me der na real gana, sempre com a máxima parcialidade, sem ter que dar satisfações a ninguém, é o objectivo deste blogue. Não Gostam? Têm bom remédio...
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sábado, 27 de março de 2010

Sem surpresas, nos sítios do costume.

Entre este lixo revanchista mal escrito e este apelo cínico e pretensioso, prefiro claramente o primeiro. Pelo menos, é coerente do princípio ao fim na sua boçalidade. Além do mais, é bem capaz de ter razão na previsão que faz. A preocupação, essa, compreende-se: quantos mais se aproximarem da mesa do banquete, menos sobra para satisfazer o apetite voraz do paquiderme que tanto porfiou.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mudar.

Diz que é já amanhã que o PSD irá mudar. Espera-se uma lufada de ar fresco na vida do partido. Basta olhar para alguns dos rostos que corporizam a mudança para não ter a mínima dúvida de que a renovação está em marcha. Boa sorte.

O 3 em 1 da patetice.

Obrigado, a que propósito? Não estará a pôr-se demasiado em bicos de pés este tiffosi?

Para além do título apatetado, ainda a chico-espertice e a ironia bacoca. Uma proeza, num post tão curto.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um debate em que o mais sensato pareceu ser Castanheira Barros...



...ao afirmar que jamais equacionaria a possibilidade de vir a ser um dia Primeiro Ministro.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Socorro!



Via 31 da Armada.

Assentava-lhe que nem uma luva.

Não deixa de ser irónico que esta aberração tenha sido aprovada entusiasticamente por aqueles que, previsivelmente, no próximo dia 26 irão eleger o candidato que mais "delitos de opinião" cometeu em relação à última direcção do PSD. Já agora, aberração por aberração, que a nova regra pudesse ter efeitos retroactivos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Associação de imagens.

Sempre que este infeliz aparece, há imagens que me vêm de imediato à cabeça:

sexta-feira, 5 de março de 2010

Rangel vs. Aguiar Branco.

A principal impressão que retive do debate de hoje, foi a  confirmação de que Paulo Rangel revela uma impreparação para debates a dois, que não deixa de ser surpreendente, se tivermos em conta as capacidades oratórias e fluidez de raciocínio de que já deu bastas provas, quer como tribuno, quer como candidato em plena campanha eleitoral. Ficou a ideia de que terá sido surpreendido em ambos os debates, no primeiro pela assertividade de Passos Coelho e no segundo pela agressividade de Aguiar Branco. Em nenhum dos debates foi capaz de marcar o ritmo, deixando antes levar-se ao sabor das conveniências dos seus opositores, mais reactivo do que pro-activo. Além do mais, quase sempre frouxo, ou se se quiser, demasiado complacente e revelando até alguma bonomia com alguns golpes menos elegantes desferidos pelos seus interlocutores.

Fica ainda a ideia de que não consegue explanar em debates as linhas mestras de orientação das ideias que defende, o que só beneficia quem o defronta, já que à ausência de ideias dos seus opositores, não consegue contrapor as linhas programáticas fortes que tem apresentado noutras circunstâncias. Bem sei, que não são 50 minutos em televisão, o espaço mais indicado para o fazer, mas a dificuldade é tanto maior quando maior for o grau de improviso.

Por fim, mais uma nota pouco simpática: fica-lhe mal a demarcação que tem vindo a fazer relativamente à estratégia eleitoral da actual direcção do PSD. Além de permitir adensar juízos sobre lealdade ou falta dela, não parece ser muito inteligente sob o ponto de vista meramente táctico, já que se arrisca a perder grande parte do capital de simpatia de que ainda dispõe junto dos apoiantes de Manuela Ferreira Leite, sem o ganhar daqueles que há muito definiram o seu voto, mesmo antes de se iniciar a corrida à liderança.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Vale a pena ler.

A crónica de Pedro Lomba, no Público de hoje.

Deixo aqui uma parte significativa da crónica. Pode ser lida na íntegra clicando no link de cima.


Eis um político que quer liderar um partido, que aspira a ser oposição a José Sócrates, mas manteve com ele no último ano e meio uma relação de cumplicidade tácita, fazendo mais oposição interna do que externa e silenciando-se num conjunto de questões centrais. Eis um político que deseja vender a ideia de que possui um percurso profissional autónomo quando, sejamos claros, tem atrás dele a figura tutelar de Ângelo Correia. Mudar o quê?

Eis um político que que tenta passar um ar juvenil, ágil e "moderno" nas entrevistas, dizendo que leu isto e fumou aquilo; que descobriu aos 45 anos e qualquer coisa que era "liberal", depois de nunca lhe ter sido conhecida uma ideia e maturação política em décadas de "carreira" partidária. Eis um político que promete mudança e sangue-novo, mas que surge aliado ao pior do aparelhismo, do menezismo, do marco-antonismo e outros ismos, mais desse grande mentor de rotundas que é Fernando Ruas. Sim, mudar o quê?"

O pulha volta a atacar.


Carlos Abreu Amorim (CAA), já tinha dado mostras da sua baixeza. Hoje, voltou em todo o seu esplendor, ilustrando o seu post com uma fotografia, evidentemente escolhida a dedo, captada numa cerimónia religiosa em memória de Francisco Sá Carneiro (informação obtida através de um comentador).

Para este sabujo, pelos vistos a canalhice não é um acidente de percurso. Está-lhe na massa do sangue.

Passos Coelho e os mercados.

Bem lembrado pela Maria João Marques, aqui.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Eu pensava que já tinha visto os posts mais hilariantes do mundo.


Mas não. O inefável e incansável Paulo Gorjão consegue sempre superar-se.

Reparem bem neste pequeno excerto:


Isto não é mera política, está numa outra dimensão, só acessível a predestinados: a bloguítica.

PS: o Paulo Gorjão que não me leve a mal pelo facto de o citar tantas vezes. Se o faço, é porque acho que merece o devido destaque. Aprecio sobremaneira o carácter pitoresco dos seus posts e a leveza com que enfrenta as suas obsessões.

Sobre o debate de ontem, um bom resumo.

Feito por Luís Rocha, aqui.

Rangel vs. Passos Coelho na ínetgra.

terça-feira, 2 de março de 2010

Isto sim, é uma lufada de ar fresco.

Fernando Ruas volta a ser o mandatário nacional da candidatura de Passos Coelho  
  
"Desde as últimas eleições diretas até agora só reforçou a boa imagem que eu tinha dele, em todos os aspetos. É uma figura enxuta, escorreita, a quem não se pode assacar nenhuma questão ligada com o passado", considerou o presidente da Câmara Municipal de Viseu. 

Sim, são tudo boas razões para votar em Passos Coelho. Se juntarmos a estas razões, alguns nomes marcadamente  reformistas e que garantem sangue novo ao partido, nomeadamente Mendes Bota, Mira Amaral e Ângelo Correia, creio que há boas razões para ficarmos entusiasmados. Eu, estou quase convencido.

segunda-feira, 1 de março de 2010

O juízo no PSD.

A propósito deste post de Maria João Marques no Insurgente:

Não sei se o PSD vai ter juízo, nem se isso é importante. Aquilo que sei, é que quando o PSD deu mostras de ter recuperado algum juízo, teve internamente uma oposição feroz e permanente, que lhe terá feito mais mossa do que qualquer adversário.

Não tenho grandes dúvidas de que, qualquer que venha a ser o resultado, o vencedor das directas irá continuar a ser fustigado pelos que perderem. Tenho, por isso, sérias dúvidas que continue a fazer sentido o PSD enquanto partido. Para além da balcanização, que sentido faz, na conjuntura actual, um partido como o PSD ter entre os seus militantes mais ilustres, figuras como Bettencourt Picanço?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Há coisas que se escrevem, porque sim.

Hoje em dia está na moda acenar com o fantasma da figura tutelar de Cavaco, como se isso constituísse um anátema. Pedro Correia, não faz a coisa por menos, e atribui aos três candidatos à liderança do PSD esse pecado capital, que na sua opinião condicionará o partido enquanto este não se libertar desse fantasma tenebroso.

Para além de achar de uma tremenda ligeireza que se estabeleçam alegadas tutelas com base em colaborações mais ou menos estreitas e prolongadas, gostava que alguém me explicasse a razão pela qual, a maior ou menor proximidade do Presidente da República, torna um candidato a líder do PSD mais ou menos pernicioso.

É que, não basta utilizar lugares comuns, de forma preguiçosa, para produzir teses. Convém esmiuçar um pouco mais.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Gorjão e Abrantes em despique cerrado.

Dou por mim a ler os posts do Paulo Gorjão, e não sei porquê, lembro-me sempre da firma Abrantes e Cia. Ou talvez até haja alguma razão. Atente-se nas semelhanças temáticas, ou mais propriamente na obsessão comum:

Gorjão 1, Gorjão 2, Gorjão 3, Gorjão 4. A lista poderia continuar, mas seria fastidiosa.

Abrantes & Cia 1, Abrantes & Cia 2, Abrantes & Cia 3.

No fundo, Paulo Gorjão e os Abrantes não parecem ter da política uma visão tão diferente, que os leve a escrever coisas muito diferentes. Podem estar em campos ideológicos diferentes, mas os métodos e as tácticas, são em tudo semelhantes. 

Aliás, é neste estilo mesquinho que Paulo Gorjão mais tem revelado o seu talento, já que quando tem que discorrer sobre assuntos mais sérios, não se ficando pela rama dos mexericos, escreve normalmente umas patetices, como bem lhe pode explicar este post.

Que continue a fazer o papel de inquisidor-mor do "passado" de Rangel, são os meus votos. É um papel que parece assentar-lhe que nem uma luva, e evita escrever coisas sem grande nexo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Bons sinais para Paulo Rangel - II.

A "coisa" deu uma entrevista à TSF hoje de manhã, a propósito das directas no PSD. Como é evidente fartou-se de "veguegastar" em Paulo "Gangel" e Manuela "Fegueiga" Leite.

Entre outros mimos, referiu-se ao círculo de pessoas próximas de Ferreira Leite, como sendo um "guegupelho". Só à 3ª audição da entrevista percebi que queria dizer "grupelho".