Escrever o que me der na real gana, sempre com a máxima parcialidade, sem ter que dar satisfações a ninguém, é o objectivo deste blogue. Não Gostam? Têm bom remédio...
Mostrar mensagens com a etiqueta Idiotas úteis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Idiotas úteis. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de março de 2010

Colecção de cromos.

Dois posts no Suction with Valche©k, sobre duas figurinhas que teimam em superar-se diariamente no concurso "O mais pateta". Sobre este, já aqui escrevi mais do que devia, e sobre este, já pensei escrever mas faltou-me sempre a paciência. O Duarte Schmidt Lino poupa-me o trabalho com a analogia que faz.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ainda a propósito dos "Mártires de Opinião"...

João Miguel Tavares, escreve hoje na sua crónica habitual no DN:

O barrete de Pedro Marques Lopes 

"Há dez dias, Pedro Marques Lopes escreveu um texto no DN intitulado "Mártires da opinião" onde se atirava àqueles que nos jornais, rádios e televisões advogam para si uma espécie de "princípio da inimputabilidade" - gente, no seu entender, que se permite dizer tudo o que vem às suas desmioladas cabeças e "acusar qualquer cidadão dos mais terríveis e sórdidos crimes" sem se preocupar com a consequência das palavras ou em fazer prova das suas afirmações.
O artigo estava elaborado naquele tom toca e foge que Marques Lopes parece apreciar, e que consiste em não apontar o dedo directamente a ninguém mas deixar pistas suficientes para os visados poderem enfiar o clássico "barrete". Pedro Lomba enfiou (seria uma extraordinária coincidência que a frase "E ai do director que resolva prescindir dos meus serviços. De certeza absoluta que foi por eu ter ameaçado os poderes estabelecidos" fosse dirigida a outra pessoa). E eu também enfio, porque sempre é preferível enfiarmos os nossos próprios barretes do que andar a enfiá-los aos outros. Se não se importam, fico com aquela parte em que Marques Lopes fala do trafulha que insulta para sair da "obscuridade" e fazer crescer a "cotação no mercado dos media". É um dos meus excertos favoritos.
Eu poderia desaconselhar o seriíssimo colunista de usar a estratégia da enguia (aqui uma descargazinha eléctrica, ali uma escapadela por entre as mãos), mas Pedro Marques Lopes não vai com certeza mudar a sua natureza, nem eu pretendo modificar a minha. Aliás, há gente que muito prezo - como Fernanda Câncio - que já saiu em sua defesa e que acha sinceramente que anda por aí muito excesso jornalístico e opinativo. Só que eu, excessivo como sou, olho à minha volta e aquilo que continuo a ver - será dos óculos? - é uma sociedade amedrontada. A sociedade do velho "respeitinho", do "olha que vais arranjar chatices", moldada ao longo de décadas de ditadura.
Por baixo de toda aquela prosa, Marques Lopes está apenas a dizer uma coisa: José Sócrates tem sido violenta e injustamente atacado por um bando de colunistas desvairados. Não quero estar a voltar à vaca fria nem a sublinhar o quanto o primeiro-ministro - e as mais altas instâncias da Justiça, já agora - tem falhado nos seus deveres de justificação e transparência. Mas alguém olhar para este país, onde um funcionário público para falar com um jornalista precisa da autorização do chefe, onde um telejornal é silenciado, onde a parede que deveria separar a magistratura do Governo tem mais buracos do que um queijo suíço, e dizer "hum, há por aí uns tipos com umas opiniões muito irresponsáveis", não é só uma parvoíce. É o que explica em boa parte a mediocridade política e moral em que vivemos."

Relembre-se que JMT foi alvo de um processo judicial, movido por Sócrates, por alegada difamação, processo esse arquivado por ordem do Ministério Público, considerando que se tratava de  "uma manifestação legítima de uma opinião".

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ainda hei-de ver este rapaz a escrever na firma Abrantes & Cia.


Adivinhem onde é que este post vai ser colocado em destaque amanhã. Eu dou uma ajudinha: aqui.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Quando se mistura a chico-espertice com má-fé e se acrescenta uma dose de cinismo.


Vale a pena aprender com a Sra. D. Fernanda Câncio.

Deixo aqui o comentário que deixei lá, que calculo venha a ser censurado:

"Coitado do Pedro Lomba, que lá terá que vir fazer um desenho para ver se a Fernanda percebeu, quer a crónica do "paineleiro" PML, quer a consequente resposta do "cronista" PL.

Só para a Fernanda, por incapacidade de entendimento ou pura má-fé, não terá ficado claro naquela execrável crónica do DN, que a referência ao "director de órgão de  comunicação que resolva prescindir dos serviços de um colunista", tinha um destinatário bem preciso. Há sempre a hipótese de a Fernanda ter tido uma amnésia súbita e ter-se esquecido do afastamento mal explicado do Pedro Lomba do Diário Económico.

A cobardia do PML e desonestidade intelectual, está justamente na alusão a uma série de comportamentos não atribuíveis a Pedro Lomba e no remate da crónica, que feito daquela forma, permite tudo, inclusivé sugerir que Pedro Lomba é um "criminoso".

Dito isto, este seu post, é de uma infelicidade confrangedora, nada de novo aliás.

Como é evidente, o mais provável é este meu comentário ser censurado."


PS: contrariando a previsão que fiz, a minha resposta foi publicada. Valeu a pena o choradinho.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Pedro Lomba faz um desenho.

Boa resposta de Pedro Lomba ao paineleiro Marques Lopes. Civilizada de mais, tendo em conta o destinatário, digo eu.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O idiota útil.

Já há algum tempo que estou para escrever alguma coisa acerca deste intrigante comentadeiro, que nos últimos tempos vai pululando por vários orgãos de comunicação social, ora como paineleiro no Eixo do Mal da Sic-Notícias, em que consegue ser claramente o elo mais fraco, façanha improvável, quando desse painel  faz parte Clara Ferreira Alves, ora como comentador no Bloco Central da TSF, e ainda cronista no Diário do Governo (também conhecido como Diário de Notícias). Nunca percebi muito bem esta ascenção meteórica nos nossos média , já que se trata claramente de alguém que para além de uns disparates ditos sempre num tom muito assertivo, tem no seu ar bonancheirão e até simpático a principal característica positiva. O problema é que, ao que parece, este simpático rapaz está nesses programas como representante da "direita moderna", coisa que ninguém consegue descortinar, a não ser com muito boa vontade, ou quando dá mostras do seu empolgamento quando o tema é Passos Coelho.

Hoje, depois de ler isto, não resisti, e resolvi escrever sobre esta luminária. Atente-se nesta sua reflexão:

Então agora aproveitavam-se escutas de uns processos para gerar outros? E pode-se escutar um Primeiro-Ministro sem autorização de um juiz do STJ e sem que se saiba para quê?Mas está tudo doido?

Será que este jovem não percebe, que no âmbito de uma investigação, é possível "tropeçar" numa escuta, e que se dessa escuta resultar a existência de indícios de crime, este deve ser investigado, independentemente de ser o Zé dos Anzóis ou o Presidente da República? Não percebe, que mesmo que tal escuta não possa ser usada como meio de prova, por meras questões processuais, uma vez descortinado um qualquer indício de crime, deve iniciar-se uma nova investigação? Pelos vistos, na cabeça deste "pensador", a substância do que se escuta não interessa nada, mesmo que tal escuta tenha sido obtida de forma perfeitamente legal, já que um dos intervenientes na conversa escutada é suspeito de ter praticado uma série de crimes, decorrendo nesse âmbito, um processo de investigação com mandato judicial.
Que alguns acessores do governo, utilizem um argumentário deste género, não estranho. Vindo de um promissor representante da "direita moderna", só por patetice se pode entender.