Escrever o que me der na real gana, sempre com a máxima parcialidade, sem ter que dar satisfações a ninguém, é o objectivo deste blogue. Não Gostam? Têm bom remédio...
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Tanta generosidade, só pode ter como justificação, o facto de o Joe ser madeirense.


Joe Berardo vai doar 5% das vendas do 'Serras de Azeitão' até Junho

Está um mãos largas o Joe. E eu que, tão injustamente, cheguei a colocar em causa a sua saúde financeira, há uns dias atrás a propósito da sua generosa oferta para comprar a golden share na PT.

Mas espera, deixa lá ler a notícia toda:

A Bacalhôa vai doar cinco por cento das vendas líquidas dos vinhos 'Serras de Azeitão' que forem vendidos na Madeira até ao final de Junho para o Fundo de Calamidades para o Auxílio às Vitimas do Temporal da Madeira

Ah! Bom, assim faz mais sentido: só os que forem vendidos na Madeira. Mesmo assim, devemos estar a falar de uma fortuna. Agora, 5% das vendas totais líquidas do "Serras de Azeitão", parecia-me uma excessiva e despudorada exibição pública de filantropia.

Se tivermos em conta que o prêço médio de cada garrafa é de 2,5€ (P.V.P.), por cada rolha sacada na madeira, o território irá receber 12,5 cêntimos. Vamos imaginar que esta campanha torna o vinho um bestseller, chegando ao ponto de vender 2500 unidades até fim de Junho. Teremos então, a bonita soma 312,50€. Ok, ainda temos que descontar impostos, mas mesmo assim não é nada mau.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Nada como uma catástrofe para os abutres poderem brindar.

Poucas coisas me repugnam mais do que a falta de contenção evidenciada nestes dias depois do que aconteceu na Madeira, por alguns arautos da desgraça, que cavalgando na tragédia alheia, aproveitam para repetir ad nauseam a frase "eu já tinha avisado".

Seria bom que estes miseráveis tivessem em conta que no espaço de uma hora e meia, choveu o mesmo que chove normalmente num mês de precipitação média no território da Madeira. Ou, dito de outra forma, houve uma precipitação 480 vezes superior à média de precipitação registada para o mesmo espaço de tempo. É assim tão difícil perceber, que para além dos desmandos urbanísticos, que certamente contribuíram para agravar a tragédia, houve uma coisa que se chama NATUREZA, que desta vez actuou de forma brutal e impiedosa?

Para estes pseudo especialistas em urbanismo e uma série de outros ismos, só me ocorre um conselho: resumam-se à vossa insignificância, e pelo menos aprendam a ter respeito por algumas coisas. A dor, por exemplo.