Como referi num post anterior, não me parece que vá haver muito mais vida para Carlos Carvalhal para além do Atlético de Madrid. Com a derrota de hoje, o treinador do Sporting ofereceu de mão beijada a José Eduardo Bettencourt o pretexto para o substituir no final da época.
Nada tenho contra Carvalhal, bem pelo contrário, mas não alinho no coro dos indefectíveis pela sua continuidade, que usando como argumento a forma abnegada com que se entregou à missão impossível de salvar uma época, acham que lhe deve ser dado o prémio de iniciar uma nova temporada. Por mais simpatia que me possa merecer Carvalhal, não consigo compreender que um treinador que se preze possa tomar a decisão de convocar para qualquer jogo um perneta como Pedro Silva. Pode parecer um pormenor, mas também é por este tipo de detalhes que se distinguem os treinadores esforçados e razoavelmente competentes dos grandes treinadores. E não vale a desculpa da falta de banco. Qualquer júnior ou qualquer outro jogador de campo faz melhor figura do que aquele matraquilho nas laterais. E haveria mais detalhes a enumerar, tais como: o sistemático não recurso às três substituições possíveis, a insistência na entrada de jogadores como Matias Fernandez a três minutos do fim, bem como outras atitudes reveladoras de alguma insensatez. Mas insisto, fazer alinhar jogadores do calibre de Pedro Silva é das a falhas mais graves que posso apontar a qualquer treinador.